segunda-feira, 4 de maio de 2015

Secretário de Cultura recebe visita do filho do maestro Miguel Fernandes e apresenta projeto de resgate musical

Após a revitalização da banda de música que agora passou a ser municipal e a criação da escola de música maestro Esmerindo Cabrinha a Secretaria de Cultura e Turismo local está empenhada no projeto de  Resgate e Preservação da Memória musical de Aurora. 
O que segundo o secretário da pasta, o prof. José Cícero(foto) objetiva rememorar e preservar através de um resgate documental e imagético parte da história das bandas de músicas que existiram na cidade. Além de maestros e seus integrantes, desde a primeira que se tem notícias - a banda da 'Beneficente'(ABA) do maestro Boaventura  por volta dos anos 30 e 40, depois a da paróquia através do padre França com Miguel Fernandes até os dias atuais. 
Com este propósito o secretário JC vem  conversando com pessoas da época, músicos e maestros que testemunharam o que ele chama da belle époque da verdadeira música aurorense de qualidade. "Creio que é algo fundamental neste tempo no que tange a preservação, sobretudo agora com a tal globalização quando muito se perde do que nosso em favor do que é alienígena. E, em se tratando de música de qualidade principalmente. 1º porque vivemos um crise musical sem precedente, depois poque precisamos cumprir a exigência de se colocar o ensino da música no currículo escola. Então nada melhor do que começar com a nossa", ponderou.
Um dos primeiros entrevistados foi o Sr. Gonzaga Alfaiate que foi clarinetista e compôs a primeira formação da antiga banda da beneficente. O mesmo conviveu de perto com todos os maestros e músicos que passaram por Aurora.
Depois,  o entrevistado foi um dos artistas mais polivalentes do município, o José Simplício que fez parte da formação inicial da banda criada ainda pelo padre Franca e o maestro o tenente da PM Miguel Fernandes que, inclusive dirigia a banda da PM de Fortaleza e era filho da terra. Além de Aurora, Miguel Fernandes também ajudou a criar as bandas de Iguatu e Acopiara. É de autoria do mesmo a composição do hino original do município(letra e música) composto por volta dos anos 70. E que até hoje se encontrava esquecido no mais completo anonimato. 
O que veio à tona agora com a insistência da secretaria, vez que o mesmo foi descoberto nos arquivos sonoros do música Zé Simplício em fita K-7. Mesmo com seu  áudio comprometido pelo tempo é possível notar a beleza da composição do dobrado gravado pela famosa banda da PM da capital. Outra relíquia é a gravação do hino em duas versões, ou seja, instrumental e outra com a voz do próprio maestro Fernandes.A ideia é reeditar toda a composição e assim regravá-la para que  os aurorenses possam conhecer tal maravilha, disse o secretário. Para tanto, irá conversar em breve com o prefeito Adailton Macedo e  o atual maestro da banda municipal Damião Tavares, sobre a inciativa. 
Porém o projeto não se resume apenas no resgate do 1º  hino de Aurora, mas na culminância da iniciativa, ou seja, o lançamento de uma coletânea em formato de CD contendo todos as músicas(dobrados e afins) de autoria de músicos da terra ou que fizeram parte das várias formações das bandas(da beneficente e Sr. Menino Deus), a exemplo de Miguel Fernandes e Esmerindo Cabrinha, dentro outros.
Em meados dos anos 70 o maestro Miguel em parceira com o também músico da PM Orlandinho gravou um compacto contendo duas composições:  Criança do meu mundo e outra sobre o Rio Salgado. Há quem diga, inclusive, que tais composições foram recentemente utilizadas por alguém que as regravou, talvez acreditando no esquecimento, publicou no trabalho se dizendo o autor.
VISITA à sede da Secult-Aurora:
Na manhã desta última segunda-feira(4) o secretário José Cícero recebeu na sede da Secult um dos filhos do famoso maestro Miguel Fernandes - o Sr. Edmundo Leite, residente em Fortaleza que nestes dias esteve em Aurora visitando seus parentes. Na ocasião, o secretário explicou para o mesmo os detalhes do projeto, assim como solicitou-lhe o envio de mais  informações e imagens  da época  sobre o maestro e a banda. 
Bastante entusiasmado pela proposta, o Sr. Edmundo(nas fotos de camiseta verde) aquiesceu com a contribuição familiar se dizendo honrado por saber que o seu pai receberá tal homenagem póstuma. No final, acompanhado do secretários e de outros parentes o filho do maestro Miguel visitou todo os acervo e a exposição de arte e história  contido na secretaria de cultura do município .
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Da Redação do Blog de Aurora e da Secult.
fotos; JP Batista  . 

domingo, 3 de maio de 2015

Equipe da Revista AURORA visita antiga mina de Ametista na serra da Areia

Topo do serrote da Areia de onde se ver toda a região no entorno da Mina
Escavações impressionante na parte superior do serrote
O que restou da roldana utilizada durante as escavações 
Sobre a parede do açude do Mufumbo II
Prof. Luciano Landim nosso guia numa escavação com restos de ametistas
Uma das escavações mais profundas deixadas no local
JC entrevista os herdeiros da propriedade:  família Agripino
Equipe e  guias e mateiro  durante a visita à mina do Mufumbo
Escavações profundas no solo do serrote da Areia
Imagens de algumas pequenas(restos) de pedras  deixadas no local
Uma das muitas escavações superficiais no solo do serrote
Chegada ao mufumbo: JC, L. Domigos, Luciano Landim e seu J. Cazuza
JC e Luiz Domingos no local onde começa as escavações
A equipe de reportagem da Revista Aurora(fotos) participou neste último domingo(03 de maio) de mais uma incursão, desta feita às antigas minas  de Amedistas e esmeraldas, localizadas no serrote da Areia no sítio Mufumbo a cerca de 26 km da cidade de Aurora - CE.
O lugar impressionar não apenas pela beleza conferida por suas matas(em parte ainda intocável) como também pela altura do serrote, mas sobretudo pelos resquícios das escavações no solo pedregoso e piçarrento deixadas pelos exploradores que por ali passaram de os anos oitenta. 
Surgimento da Mina:
De acordo com o senhor José Agripino um dos herdeiros daquelas terras, em entrevista prestada a nossa reportagem 'tudo teve início em fevereiro de 1982 quando um caçado do vizinho  município de Cachoeira dos Índios-PB encontrou por acaso uma pedra reluzente e colorida'. 
A beleza de tal pedra o fez procurar tão logo profissionais que trabalham com ourivesaria, tanto na PB quanto no Ceará. E ambos foram unânime. Disseram-lhe se tratar de fato de uma pedra preciosa do tipo Ametista. 
Domingo vendo escavações
Discretamente, acompanhado de um parente o caçador paraibano voltou no mês seguinte ao serrote da Areia - lugar onde havia encontrado a primeira pedra. E, para sua surpresa, após procurar com mais intensidade terminou encontrando uma nova pedra, por sinal ainda maior. E assim, após retornar para à Paraíba a notícia vazou. 
De repente, como ressaltou o Sr. João, levas de garimpeiros e outros aventureiros adentraram à fronteira de Aurora sendo os primeiros da PB, pessoas do município de Cachoeira e, em seuguida de outras parte do país. 
Gente não somente da PB, mas inclusive do RN, MG e pasmem, até do estado do Pará vieram ao Mufumbo. Conforme os proprietários - houve tempos de chegar ao lugar grupos de 50 a 80 garimpeiros que se entranhavam naqueles matos com ferramentas as mais variadas. Até um trator de grande porte chegaram a levar para escavar o solo do Mufumbo aurorense. Onde ainda hoje é possível enxergar um rastro de destruição no seio da mata. Para tanto, pagavam aos donos, pequenos valores  à guisa de arrendamento por seis, oito e até doze  meses a depender  da quantidade de pedras encontratadas.
ENTREVISTA:
Conforme nos confidenciou um dos herdeiros daquelas terras, 'caixas e caixas lacradas de pedras foram retiradas das minas. "Teve vez até de os carros vir pegar as pedras aqui mesmo", disse. Hoje,  vez por outra ainda aparece alguém de fora disposto a ariscar algumas perfurações nos mais das vezes usando explosivos. 
Mas a procura das grandes levas de gente de fora nos últimos anos diminuíu bastante, enfatizou Agripino que junto com a mãe viúva e mais outro irmão residem à margem do açude no centro da propriedade.  "Muitas pedras ainda se encontram ali debaixo da terra, eu garanto" diz o herdeiros com um misto de alegria e expectativa no rosto. Porque, segundo ele, de onde saiu umas, deve existir muito mais. "O diabo é que não temos condições de escavacar aquele chão pesado pra gente ver de perto e pegar com as mãos toda esta riqueza que tá lá", completou.
JC com o Sr. João Cazuza
Mais ao certo, o que restou foi muita devastação na caatinga... Buracos, rasgos  e valas enormes, resultantes das sucessivas escavações ocorridas sem nenhum critério ambiental durantes as décadas de 80 e 90. Nas montanhas de terras retiradas ainda é possível se encontrar pequenas pedrinhas coloridas, o que bem evidencia que dali foram retiradas muitas outras grandes. O curioso no entanto é pwerceber que tudo isso aconteceu e ninguém na cidade  tomou conhecimento até hoje destas explorações em solo aurorense.
O lugar é de difícil acesso. Não apenas pela vegetação quase fechada e espinhenta que é uma característica da catinga sertaneja, mas perincipalmente, pela distância e marcada por uma subida da serra que em alguns pontos, se apresenta muito íngreme. Além  do mais, o acesso só é possível ser feito a pé. 
Mas uma vez no topo do serrote, onde estão localizadas as escavações da tal mina, a vista é simplesmente espetacular. Sem esquecer o vento agradável quase como um arcondicionado natural como a nos dá as boas-vindas. Do alto é possível contemplar quase toda a região no seu entorno.
Excursões Escolares:
Recentemente estudantes da Escola Leão Sampaio da rede municipal de ensino do distrito de Santa vitória já fizeram excursões e aula de campo no lugar. Uma forma de fazer com que os moradores da região( através dos estudantes) possam de agora em diante conhecer mais um pouco da sua própria história, como também saber das riquezas naturais que o município dispões, explicou o diretor do estabelecimento o prof. Luciano Landim que inclusive, ciceroneou a incursão da equipe da revista Aurora durante a visita.
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JC da redação do Blog de Aurora
Para a revista Aurora.
fotos: JC e Adriano de Sousa Anão

sexta-feira, 1 de maio de 2015

1º DE MAIO: DIA DO TRABALHO O QUE TEMOS A COMEMORAR?*

Por José Cícero
de maio dia do(a) trabalhador(a). Uma data cuja simbologia vai muito além dos conceitos simplórios meramente comemorativos em que a classe trabalhadora do mundo inteiro se debruça acerca do seu papel transformador ao longo da história. Um momento especial em que, muito mais que uma comemoração, urge que se faça uma reflexão profunda sobre os atuais desdobramentos de suas lutas cotidianas, reveses e conquistas.
O que em se tratando de Brasil, convenhamos, não há muito a se comemorar – notadamente agora quando a sociedade brasileira se ver diante de uma situação triste e vexatória, quase sem nenhum paralelo na sua história recente. E o mais incrível é saber que estamos (des)governado por um partido que se diz dos trabalhadores e, ainda por cima, de esquerda. Principalmente quando nos encontramos diante de um processo acelerado de recessão, de longe, a maior das últimas décadas. Agravada pelos menores níveis de confiança, de emprego, ética e economia desde o governo Collor. Sim, Collor, aquele que sofrera Impeachment por um ‘deslize’ que, comparado aos atuais escândalos de corrupção foi, por assim dizer; 'café pequeno'. Impeachment que, aliás, agora mesmo, os apaniguados do poder querem em vão nos fazer acreditar que se tratar de um golpe. 
Temos um país potencialmente rico(em vários aspectos), mas que infelizmente está sendo assaltado por uma verdadeira horda de mal feitores que se apropriaram de uma jovem democracia política para sugar as economias e as riquezas produzidas pelos trabalhadores que eles fingem representar. Razão porque neste dia 1º de maio é fato;. Não há muito a se comemorar...
Porém, há razões de sobra para se indignar. Repensar o que fizemos e o que haveremos de fazer daqui para frente para que se possa assegurar, além de uma democracias verdadeiramente popular, um futuro mais digno e sustentável para a nação que haveremos de deixar aos nossos filhos.
Gozado: Pela primeira vez na história, desde os militares, um presidente deixou de falar em cadeia nacional aos brasileiros neste dia simbólico. O mais estranho é saber que este tal governo se diz representante dos trabalhadores. Contudo, para quem fez o que fez com a classe que sustenta este país não se podia esperar outra atitude que não a omissão e o medo. Para quem dia após dia vem sacrificando o trabalhador, arrochando salários, aumentando impostos, combustíveis e desempregos, destruindo benefícios sociais históricos e direitos trabalhistas não se deve esperar mais nada, que não seja o aprimoramento da maldade extrema.
E para piorar um pouco mais, neste dia do trabalho ainda tentam a todo custo no congresso aprovar à toque de caixa o tal PL da Terceirização que representa o tiro de misericórdia no peito do povo trabalhador brasileiro.
Uma iniciativa que tem como objetivo beneficiar uma vez mais os poderosos empresários e que só aprofunda a precarização das relações do trabalho em desfavor do trabalhador. 
Que neste dia do trabalho, portanto, todos possam, por fim, refletir um pouco mais sobre a dura realidade que ora pesa sobre a vida do pais. E assim, identificar quem são os verdadeiros inimigos da pátria. Mas sem nunca desistir do sonho possível de um Brasil melhor. Sem nunca se dá ao desânimo de que é necessário lutar sempre na perspectiva do recomeço.
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José Cícero
Aurora – CE
foto ilustrativa: .http://www.rb.am.br/wp-content/uploads/2015/04/tvantiga1.jpg

quarta-feira, 29 de abril de 2015

AURORA: Vereador reúne Cantadores e Cordelistas para discutir PL que institui o dia do repentista e associação de Classe


Entrevista ver. Aderlânio
Cantadores  e cordelistas aurorenses participaram de reunião na tarde desta última quarta-feira(29) na Câmara de vereadores de Aurora(fotos). Na pauta, a proposta do PL de autoria do vereador Aderlânio Macedo(PMDB) que institui o dia do poeta repentista no município, bem da ideia de fundação de uma  associação   de repentistas e cordelistas do município. 
A iniciativa do requerimento tem como meta prestigiar o papel desempenhado por todos os poetas violeiros filhos da terra que atuam por todo o Nordeste. Cumpre destacar que o autor da proposta é um grande apologista da arte da viola, bem como da cultura popular do município em geral.
Além de um bom número de poetas populares, também participaram do encontro cordelistas, entusiastas da cantoria, assim como  o secretários de cultura local o professor José Cícero que durante a sua fala acentuou a importância da iniciativa para o incentivo, o resgate, promoção e o reconhecimento mais efetivo a ser dado a todos os que lidam com a poesia popular no município. "Eles que por sinal, levam em sua poesia e projetam o nome desta terra nos mais distantes rincões do Nordeste e do país. Um momento realmente histórico para um dos gêneros artísticos que mais representa o nosso município por todos os quadrantes nordestinos que é o repente", enfatizou o secretário.
Após as discussões coletivas, ficou acertado que o dia municipal do repentista será comemorado oficialmente em 24 de dezembro. A escolha da data se deu numa  alusão ao natalício de um dos mais dedicados apologistas da cantoria do município - o sr. Juracy Saraiva, falecido recentemente. A votação do projeto de lei será apreciado e votado pelos demais edis na próxima sessão legislativa que ocorrerá dia 9, conforme explicou o vereador proponente.
poeta C. Saraiva entrevistado
No tocante a criação da entidade de classe, segundo o vereador em acolhimento da sugestão do secretário José Cícero e com o consenso dos presentes,  a mesma abrangerá Cantadores e Cordelistas. Porém   a instituição do dia será individualizado, ou seja, após a aprovação do dia do cantador será encaminhado em seguida um novo requerimento propondo o dia do cordelista, cuja data ainda será escolhida, disse ele.
Todos os que fizeram uso da palavra elogiaram o esforço do vereador Aderlânio Macedo pela atitude, a exemplo do que disse o renomado poeta Cícero Saraiva acerca da luta do parlamentar em defesa da sua classe artística. No encerramento mais uma vez, todos os repentistas e cordelista foram convidados a participarem da sessão do dia 9 quando será apreciado e votado o projeto de Lei.
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Da Redação do Blog de Aurora
fotos: Adriano de Sousa Anão e Paulo Magá.

domingo, 26 de abril de 2015

Equipe de Filmagem do documentário Chapéu Estrelado realiza trabalho na Ipueiras e serrote do Diamante em Aurora - CE

Filmagens e depoimentos do secretário JC na fazenda Ipueiras
Silvio Coutinho, José Cícero, Rostand Medeiro e Sousa Neto em Aurora
No topo do serrote do Coxá-Diamante JC, Rostand e Sousa Neto
Na antiga casa do vaqueiro de Zé Cardoso e Izaías na Ipueiras 
Countinho gravando na Ipueiras local da trama para à invasão de Mossoró
S.Neto e Rostand no platõ do serrote do Diamante - famoso coito de Lampião
Diamante de Vicente Saraiva local que serviu de esconderijo à Lampião
Gravações do documentário na fazenda Ipueiras de Aurora - CE.
Na ladeira - subindo o serrote do Coxá e Diamante
Pesquisador e sec. de cultura J. Cícero grava depoimento na Ipueiras 
Neste domingo(26) aconteceu em Aurora as filmagens para o documentário "Chapéu Estrelado" do cineasta carioca Silvio Coutinho sob  pesquisa de Rostand Medeiros de Natal. O filme que está sendo feito por meio de equipamentos de última geração, visa dentre outras coisas recontar com mais clareza e objetividade  a famosa marcha de Lampião a partir da fazenda Ipueiras até Mossoró no RN.. Sem perder de vista os principais fatores que levaram à combinação para a empreitada cangaceira no oeste potiguar, Além de outras abordagens históricas sobre seus principais protagonistas, segundo explicou o pesquisador Rostand Medeiros.
Figuras como as dos cangaceiros-jagunços Massilon Leite, Júlio Porto, bem como Décio Holanda de Pereiro, o cel. Izaías Arruda e Zé Cardoso do Cariri cearense serão apenas alguns dos personagens tratados no documento. Já que são  tidos até hoje como os principais responsáveis pela fatídica trama que culminou com o assalto frustrado à cidade de  Mossoró em junho de 1927.
AS FILMAGENS:
Na tarde de sábado, os trabalhos de filmagens aconteceram na cidade de Barro na fazenda Pilongar quando foram feitas algumas tomadas mostrando a dura lida dos tradicionais vaqueiros em meio a caatinga caririense. Foi feita ainda, uma entrevista com o pesquisador e secretário de cultural  daquele município Sousa Neto. Ele que também ciceroneou a  equipe de gravação desde o Barro à Aurora e Missão Velha.
Em AURORA a equipe de trabalho realizou filmagens a partir da fazenda Ipueiras no  local   da antiga casa de Zé Cardoso e Izaías arruda - onde ocorreram os encontros de ambos com Lampião, Massilon, Arruda, Zé Cardoso, Vicente Saraiva e Júlio porto  com vistas ao planejamento para o fatídico saque. 
Na oportunidade também foi colhido o depoimento do  secretário de cultural do município de Aurora e pesquisador do Cangaço, o professor José Cícero. De lá, a equipe seguiu para o serrote do Coxá-Diamante principal coito de Lampião e seu bando das vezes que esteve em Aurora. 
"Diria que fiquei entusiasmado com esta empreitado realmente de fôlego, tanto do Sílvio quanto do pesquisador Rostand de Medeiros no sentido de contribuírem com o esclarecimentos de um dos fatos mais importantes  da história dos nossos sertões", disse José Cícero. 
"Quando muitos se acomodam ou se dão por satisfeitos  em seus gabinetes, o Rostand botou literalmente o pé na estrada, no sentido da realização o quanto antes de um documentário que, pela competência do Coutinho e a tenacidade do Medeiros, tem tudo para emplacar e por isso mesmo cair no gosto de todos quantos estudam e querem aprender um pouco mais acerca da verdade,  tal qual ocorrera neste episódio, como no cangaço em geral", enfatizou.
Do alto do serrote do Coxá-diamante foi possível ter uma visão de 360º da região, algo que foi bastante explorado por Lampião quanto à questão da vigilância do seu esconderijo. No Diamante a equipe  presenciou de perto um dos ambientes mais falados na literatura lampiônica, mas que curiosamente é também um dos menos visitados por escritores e pesquisadores do tema. Razão de tantas informações improcedentes e desencontradas no tocante ao citado acontecimento.  
"Penso que 'Chapéu Estrelado' antes de qualquer outra coisa, prestará um grande serviço à história do Nordeste, sobretudo pela maneira pioneira com que abordará o episódio, disse. 
Já no final da tarde  a equipe seguiu direto do Diamante para à cidade de Missão Velha onde se registraria o antigo casarão edificado pelo coronel Arruda e que lhe serviu de residência até sua morte em 1928. 
Os trabalhos de filmagens para chapeu estrelado abordará todo o percurso realizado por Lampião e seu bando, abrangendo  os  estados  do RN à PB e CE.
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Da Redação do Blog de Aurora.
Fotos equipe da Secult-Aurora.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

UM DEDO A MAIS DE PROSA SOBRE LAMPIÃO - por José Cícero

Muito já se sabe sobre a história de Lampião em seus quase 20 anos de intensas estripulias pelos sertões de sete estados nordestinos. Porém, ao contrário daquilo que muitos ainda imaginam, inclusive bons pesquisadores e outros “escribas livrescos”,  há muito ainda a ser desvendado e escrito acerca da saga lampiônica pelos grotões sertanejos do Nordeste.
Informações fundamentais para que se consiga de uma vez por todas, compreender tal história e assim, fechar-se o imenso círculo do subjetivismo narrativo de toda esta complexa empreitada de quatro décadas chamada Cangaço.
De longe o mais importante fenômeno social já ocorrido nos sertões nordestinos  que teve na figura humana e singular de Virgulino Ferreira da Silva – o Lampião, o seu principal protagonista. Conquanto, quer seja como herói ou como bandido, o certo é que Lampião representa até os dias atuais um autêntico divisor de águas no que concerne à história sertaneja. Posto que, depois dele o sertão com sua gente nunca mais seria o mesmo.  
E neste dualismo existencial, quer seja para o bem ou para o mal, os feitos produzidos pelo caatingueiro vilabelense, rei do cangaço entraram definitivamente para à história como algo imorredouro,  fornecendo ainda hoje  combustíveis inesgotáveis para grandes debates e discussões acaloradas. Algo só comum quando se trata de grandes personagens da história humana na sua dimensão universal.  
O cangaço, portanto, com sua escalada de feitos e violências, a partir de Lampião ocupou de vez grandes espaços na agenda sociopolítica do litoral, chamando assim as atenções da opinião pública não somente de dentro do Brasil. Fazendo com que a sociedade da época começasse a dá-se conta da péssima situação de miséria, violência, injustiça e abandono em que se encontravam submetida populações inteiras dos sertões do Nordeste por anos intermináveis de sofrimento e abandono. Só a partir de então, diria que efetivamente, o sertão dos esquecidos passou a fazer parte do país dos poderosos. Porém, a história dos oprimidos continuaria ainda a ser escrita/descrita sob a pena dos vencedores.
O autor prof. José Cícero
O fato é que, Lampião, a um só tempo, foi vítima e também responsável por parte importante deste verdadeiro estado de barbárie quase absoluta que se abatera sobre os rincões inóspitos e abandonados do interior do Nordeste pelos poderes da capital. Razão porque(hoje mais do que nunca) é preciso analisar de modo objetivo e distanciado de quaisquer ranços de ódio ou de paixões, as muitas faces e roupagens com que se vestiu o espectro  do cangaço em sua dimensão mais  realista e mais cruel. Assim como, todas as motivações que se impuseram sobre os povos dos sertões forçando muitas vezes a ingressarem na vida cangaceira, seja por vingança ou mesmo por pura necessidade de sobrevivência.  
Muitos dos quais como jagunços à serviços dos coronéis seus patrões. Depois, como integrantes de grupos e subgrupos de temíveis cangaceiros que durante aqueles anos infestaram a região de uma ponta a outra. No mais das vezes indivíduos perigosos e sanguinolentos acostumados ao sofrimento de um mundo sem lei para os quais a única lei que realmente valia era a “lei do cão”, cujo roubo, a vingança, a morte e o uso da força  eram  no senso comum de sua maioria a expressão mais forte e mais sentida.
Neste aspecto, é possível muito bem se afirmar por exemplo, que a dinâmica do coronelismo da época que grassava pelos sertões muito pouco se diferenciava do cangaço em seu modus operandi corporificado por sua sanha absurda de criminalidade, opressão, pilhagem e injustiça de toda sorte. 
De modo que, em ambos os casos, foram sempre os sertanejos mais pobres, suas vítimas em potencial. Todavia, no contexto em que se precipitaram todos aqueles acontecimentos dantescos, Lampião e sua gente, seriam apenas mais um, que por vingança, sobrevivência ou manutenção da honra acharam-se no ‘direito’ de tentar fazer justiça pelas próprias mãos.
Como se percebe, mais uma evidência de que quando o Estado não se impõe aos homens por um dever de justiça, os homens se voltam contra Ele como que pela justiça do dever que lhes negaram. E assim, ambos se fizeram criminosos, tanto pela indiferença quanto pela omissão de todos em relação ao bem comum. E nesta correlação de forças, o povo do sertão foi o grande derrotado.
Por conseguinte, com ou sem a marcante presença de Lampião(um homem que se fez valente para não sucumbir), os sertões nordestinos nunca foram o tal ‘céu de brigadeiro’ como se fingia crer a maioria perante a manutenção do status quo dos poderosos em sua aparente tranquilidade bizantina.   
Assim, de modo um tanto quanto enviesado e incompreendido, eis que Lampião – o legítimo sertanejo, continua ainda hoje(quem sabe) na memória histórica e coletiva do povo a pagar sozinho o alto preço de uma injustiça institucionalizada que se fizera madrasta dos necessitados ao longo de todo este tempo sofrível de guerra, tragédia e de paz.
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(*) José Cícero ______
Professor, Pesquisador, Escritor
e Conselheiro do Cariri Cangaço.
Autor do livro 
"LAMPIÃO em Aurora: Antes e Depois de Mossoró"(Inédito)

terça-feira, 21 de abril de 2015

DOCUMENTÁRIO SOBRE À INVASÃO DE MOSSORÓ COMEÇARÁ SER FILMADO NESTA QUINTA EM AURORA

Fotografia do bando em Limoeiro-CE
Muito já se sabe sobre a história de Lampião em seus quase 20 anos de intensas estripulias pelos sertões de 7 estados nordestinos. Porém, ao contrário do que muitos ainda imaginam, inclusive bons pesquisadores e outros  “escribas livrescos”,  há muito ainda a se dizer, descobrir, estudar e escrever acerca da verdadeira saga lampiônica pelos grotões sertanejos.   
Uma dessas lacunas que continua aberta nas narrativas do Cangaço, sobretudo no que tange à história de Lampião, diz respeito  ao famoso episódio relacionado à Invasão da cidade de Mossoró em junho de 1927, cuja trama aconteceu na fazenda Ipueiras no município de Aurora no Cariri cearense. 
Um imenso cipoal de fatos e acontecimentos dos mais emblemáticos envolvendo, além da figura de Lampião, personagens fundamentais como o Cel Izaías Arruda e Massilon Leite – ditos como os principais patrocinadores  que convenceram Virgulino a aceitar tal empreitada. Ainda, outros colaboradores aurorernses tais como Zé Cardoso, Miguel Saraiva, Décio Holanda do Pereiro, Júlio Porto e João 22 do subgrupo dos irmãos marcelinos. Como ainda figuras menores mas não menos importantes para a compreensão da trama como os cangaceiros da terra, moradores do riacho das Antas  como José Côco, Zé Roque, Zé de Lúcio e Antonio Soares que integravam tanto o bando do coronel como o do próprio Massilon e dos Marcelinos.
Ocorrências históricas que se deram em solo aurorense(envolvendo a Ipueiras, os serrotes do Cantis e Diamante que serviam de coito para Lampião e seu bando) meses antes da malograda invasão à cidade do oeste potiguar. E depois da invasão frustrada – a traição do cel. ao rei do cangaço, culminando com a tentativa de envenenamento do bando e o famoso fogo da Ipueiras  que também contou com a presença suspeita do major Moisés Leite de Figueiredo – comandante geral das volantes.
Fatos que como se nota estão ausentes ou muito pouco narrados(pelos menos como deveriam) na literatura tida como oficial do cangaço atinente ao célebre acontecimento.
DOCUMENTÁRIO DE SILVIO COUTINHO
Cineasta Sílvio Coutinho falando
De modo que avaliamos como bastante necessário e alvissareiro a produção do documentário cinematográfico "Chapéu Estrelado", do diretor carioca Silvio Coutinho, roteiro do artista plástico Iaperi Araujo, Além da produção de Valério Andrade na produção e de Rostand Medeiros na pesquisa. 
Um filme que tenta refazer o caminho que o bando de Lampião trilhou entre 10 e 14 de junho de 1927 pelo interior do Ceará, Paraíba e RN a partir do município de AURORA Sul do Cariri precisamente na fazenda Ipueiras onde ocorreu  toda a trama para à invasão de Mossoró.
Trata-se portando de um documentário em longa-metragem intitulado “Chapéu Estrelado – Os caminhos de Lampião no Oeste Potiguar” que estará sendo filmado a partir desta quarta-feira(22) na cidade de Aurora.
Pesquisador Rostand Medeiro
Para tanto,  Rostand Medeiros(foto) já combinou com o secretário de cultura de Aurora o também pesquisador José Cícero para que o mesmo possa participar dos trabalhos durante as filmagens à Ipueiras, Cantins e Serrote do Diamante( locais que serviram de coito para o rei do cangaço e seu bando). 
Oportunidade em que o secretário aurorense falará um pouco acerca da figura de Massilon Leite que juntos do Cel. Izaías Arruda convenceram Lampião à empreitada de Mossoró. Como igualmente de Miguel Saraiva e Zé Cardoso que também foram participes no citado episódio. 
Conforme o cineasta a prioridade “máxima” é que a primeira exibição pública seja no RN, “pelo menos” em Natal e Mossoró. O plano é lançar ainda em 2015, mas a data não foi definida. “Depois do lançamento, e antes de chegar ao circuito comercial, pretendemos fazer o circuito de festivais nacionais e internacionais. Para ele, o cangaço é um tema internacional e continua atual.
Coutinho adiantou que o formato do documentário, que conta com parceria da produtora Locomotiva Cinema de Arte (RJ), será moderno, dinâmico. “Vamos explorar bastante a paisagem dos três estados onde vamos filmar (CE, PB e RN) e ouvir herdeiros dessa memória pelo caminho”.
Para a execução do documentário a equipe de filmagem ouvirá também alguns pesquisadores do cangaço, sobretudo no tocante aos episódios  ocorridos em Aurora que envolveram Lampião, o coronel Izaías Arruda, Zé Cardoso e  Massilon. Quando serão entrevistados o secretário de cultura local José Cícero (professor e pesquisador do cangaço)  e na vizinha cidade de Missão Velha onde existe ainda hoje o grande casarão onde residiu o coronel Arruda; serão entrevistados  o prof. João Calixto Jr e o memorialista João Bosco André.
Toda a equipe de filmagem deverá chegar em Aurora na noite de quarta-feira(22) onde ficará hospedada até o dia seguinte, data prevista para o início dos trabalhos.
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Da Redação do Blog de Aurora.
Com infomes do TOK DE HISTÓRIA.

Tome Nota

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