quarta-feira, 22 de abril de 2015

UM DEDO A MAIS DE PROSA SOBRE LAMPIÃO - por José Cícero

Muito já se sabe sobre a história de Lampião em seus quase 20 anos de intensas estripulias pelos sertões de sete estados nordestinos. Porém, ao contrário daquilo que muitos ainda imaginam, inclusive bons pesquisadores e outros “escribas livrescos”,  há muito ainda a ser desvendado e escrito acerca da saga lampiônica pelos grotões sertanejos do Nordeste.
Informações fundamentais para que se consiga de uma vez por todas, compreender tal história e assim, fechar-se o imenso círculo do subjetivismo narrativo de toda esta complexa empreitada de quatro décadas chamada Cangaço.
De longe o mais importante fenômeno social já ocorrido nos sertões nordestinos  que teve na figura humana e singular de Virgulino Ferreira da Silva – o Lampião, o seu principal protagonista. Conquanto, quer seja como herói ou como bandido, o certo é que Lampião representa até os dias atuais um autêntico divisor de águas no que concerne à história sertaneja. Posto que, depois dele o sertão com sua gente nunca mais seria o mesmo.  
E neste dualismo existencial, quer seja para o bem ou para o mal, os feitos produzidos pelo caatingueiro vilabelense, rei do cangaço entraram definitivamente para à história como algo imorredouro,  fornecendo ainda hoje  combustíveis inesgotáveis para grandes debates e discussões acaloradas. Algo só comum quando se trata de grandes personagens da história humana na sua dimensão universal.  
O cangaço, portanto, com sua escalada de feitos e violências, a partir de Lampião ocupou de vez grandes espaços na agenda sociopolítica do litoral, chamando assim as atenções da opinião pública não somente de dentro do Brasil. Fazendo com que a sociedade da época começasse a dá-se conta da péssima situação de miséria, violência, injustiça e abandono em que se encontravam submetida populações inteiras dos sertões do Nordeste por anos intermináveis de sofrimento e abandono. Só a partir de então, diria que efetivamente, o sertão dos esquecidos passou a fazer parte do país dos poderosos. Porém, a história dos oprimidos continuaria ainda a ser escrita/descrita sob a pena dos vencedores.
O autor prof. José Cícero
O fato é que, Lampião, a um só tempo, foi vítima e também responsável por parte importante deste verdadeiro estado de barbárie quase absoluta que se abatera sobre os rincões inóspitos e abandonados do interior do Nordeste pelos poderes da capital. Razão porque(hoje mais do que nunca) é preciso analisar de modo objetivo e distanciado de quaisquer ranços de ódio ou de paixões, as muitas faces e roupagens com que se vestiu o espectro  do cangaço em sua dimensão mais  realista e mais cruel. Assim como, todas as motivações que se impuseram sobre os povos dos sertões forçando muitas vezes a ingressarem na vida cangaceira, seja por vingança ou mesmo por pura necessidade de sobrevivência.  
Muitos dos quais como jagunços à serviços dos coronéis seus patrões. Depois, como integrantes de grupos e subgrupos de temíveis cangaceiros que durante aqueles anos infestaram a região de uma ponta a outra. No mais das vezes indivíduos perigosos e sanguinolentos acostumados ao sofrimento de um mundo sem lei para os quais a única lei que realmente valia era a “lei do cão”, cujo roubo, a vingança, a morte e o uso da força  eram  no senso comum de sua maioria a expressão mais forte e mais sentida.
Neste aspecto, é possível muito bem se afirmar por exemplo, que a dinâmica do coronelismo da época que grassava pelos sertões muito pouco se diferenciava do cangaço em seu modus operandi corporificado por sua sanha absurda de criminalidade, opressão, pilhagem e injustiça de toda sorte. 
De modo que, em ambos os casos, foram sempre os sertanejos mais pobres, suas vítimas em potencial. Todavia, no contexto em que se precipitaram todos aqueles acontecimentos dantescos, Lampião e sua gente, seriam apenas mais um, que por vingança, sobrevivência ou manutenção da honra acharam-se no ‘direito’ de tentar fazer justiça pelas próprias mãos.
Como se percebe, mais uma evidência de que quando o Estado não se impõe aos homens por um dever de justiça, os homens se voltam contra Ele como que pela justiça do dever que lhes negaram. E assim, ambos se fizeram criminosos, tanto pela indiferença quanto pela omissão de todos em relação ao bem comum. E nesta correlação de forças, o povo do sertão foi o grande derrotado.
Por conseguinte, com ou sem a marcante presença de Lampião(um homem que se fez valente para não sucumbir), os sertões nordestinos nunca foram o tal ‘céu de brigadeiro’ como se fingia crer a maioria perante a manutenção do status quo dos poderosos em sua aparente tranquilidade bizantina.   
Assim, de modo um tanto quanto enviesado e incompreendido, eis que Lampião – o legítimo sertanejo, continua ainda hoje(quem sabe) na memória histórica e coletiva do povo a pagar sozinho o alto preço de uma injustiça institucionalizada que se fizera madrasta dos necessitados ao longo de todo este tempo sofrível de guerra, tragédia e de paz.
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(*) José Cícero ______
Professor, Pesquisador, Escritor
e Conselheiro do Cariri Cangaço.
Autor do livro 
"LAMPIÃO em Aurora: Antes e Depois de Mossoró"(Inédito)

terça-feira, 21 de abril de 2015

DOCUMENTÁRIO SOBRE À INVASÃO DE MOSSORÓ COMEÇARÁ SER FILMADO NESTA QUINTA EM AURORA

Fotografia do bando em Limoeiro-CE
Muito já se sabe sobre a história de Lampião em seus quase 20 anos de intensas estripulias pelos sertões de 7 estados nordestinos. Porém, ao contrário do que muitos ainda imaginam, inclusive bons pesquisadores e outros  “escribas livrescos”,  há muito ainda a se dizer, descobrir, estudar e escrever acerca da verdadeira saga lampiônica pelos grotões sertanejos.   
Uma dessas lacunas que continua aberta nas narrativas do Cangaço, sobretudo no que tange à história de Lampião, diz respeito  ao famoso episódio relacionado à Invasão da cidade de Mossoró em junho de 1927, cuja trama aconteceu na fazenda Ipueiras no município de Aurora no Cariri cearense. 
Um imenso cipoal de fatos e acontecimentos dos mais emblemáticos envolvendo, além da figura de Lampião, personagens fundamentais como o Cel Izaías Arruda e Massilon Leite – ditos como os principais patrocinadores  que convenceram Virgulino a aceitar tal empreitada. Ainda, outros colaboradores aurorernses tais como Zé Cardoso, Miguel Saraiva, Décio Holanda do Pereiro, Júlio Porto e João 22 do subgrupo dos irmãos marcelinos. Como ainda figuras menores mas não menos importantes para a compreensão da trama como os cangaceiros da terra, moradores do riacho das Antas  como José Côco, Zé Roque, Zé de Lúcio e Antonio Soares que integravam tanto o bando do coronel como o do próprio Massilon e dos Marcelinos.
Ocorrências históricas que se deram em solo aurorense(envolvendo a Ipueiras, os serrotes do Cantis e Diamante que serviam de coito para Lampião e seu bando) meses antes da malograda invasão à cidade do oeste potiguar. E depois da invasão frustrada – a traição do cel. ao rei do cangaço, culminando com a tentativa de envenenamento do bando e o famoso fogo da Ipueiras  que também contou com a presença suspeita do major Moisés Leite de Figueiredo – comandante geral das volantes.
Fatos que como se nota estão ausentes ou muito pouco narrados(pelos menos como deveriam) na literatura tida como oficial do cangaço atinente ao célebre acontecimento.
DOCUMENTÁRIO DE SILVIO COUTINHO
Cineasta Sílvio Coutinho falando
De modo que avaliamos como bastante necessário e alvissareiro a produção do documentário cinematográfico "Chapéu Estrelado", do diretor carioca Silvio Coutinho, roteiro do artista plástico Iaperi Araujo, Além da produção de Valério Andrade na produção e de Rostand Medeiros na pesquisa. 
Um filme que tenta refazer o caminho que o bando de Lampião trilhou entre 10 e 14 de junho de 1927 pelo interior do Ceará, Paraíba e RN a partir do município de AURORA Sul do Cariri precisamente na fazenda Ipueiras onde ocorreu  toda a trama para à invasão de Mossoró.
Trata-se portando de um documentário em longa-metragem intitulado “Chapéu Estrelado – Os caminhos de Lampião no Oeste Potiguar” que estará sendo filmado a partir desta quarta-feira(22) na cidade de Aurora.
Pesquisador Rostand Medeiro
Para tanto,  Rostand Medeiros(foto) já combinou com o secretário de cultura de Aurora o também pesquisador José Cícero para que o mesmo possa participar dos trabalhos durante as filmagens à Ipueiras, Cantins e Serrote do Diamante( locais que serviram de coito para o rei do cangaço e seu bando). 
Oportunidade em que o secretário aurorense falará um pouco acerca da figura de Massilon Leite que juntos do Cel. Izaías Arruda convenceram Lampião à empreitada de Mossoró. Como igualmente de Miguel Saraiva e Zé Cardoso que também foram participes no citado episódio. 
Conforme o cineasta a prioridade “máxima” é que a primeira exibição pública seja no RN, “pelo menos” em Natal e Mossoró. O plano é lançar ainda em 2015, mas a data não foi definida. “Depois do lançamento, e antes de chegar ao circuito comercial, pretendemos fazer o circuito de festivais nacionais e internacionais. Para ele, o cangaço é um tema internacional e continua atual.
Coutinho adiantou que o formato do documentário, que conta com parceria da produtora Locomotiva Cinema de Arte (RJ), será moderno, dinâmico. “Vamos explorar bastante a paisagem dos três estados onde vamos filmar (CE, PB e RN) e ouvir herdeiros dessa memória pelo caminho”.
Para a execução do documentário a equipe de filmagem ouvirá também alguns pesquisadores do cangaço, sobretudo no tocante aos episódios  ocorridos em Aurora que envolveram Lampião, o coronel Izaías Arruda, Zé Cardoso e  Massilon. Quando serão entrevistados o secretário de cultura local José Cícero (professor e pesquisador do cangaço)  e na vizinha cidade de Missão Velha onde existe ainda hoje o grande casarão onde residiu o coronel Arruda; serão entrevistados  o prof. João Calixto Jr e o memorialista João Bosco André.
Toda a equipe de filmagem deverá chegar em Aurora na noite de quarta-feira(22) onde ficará hospedada até o dia seguinte, data prevista para o início dos trabalhos.
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Da Redação do Blog de Aurora.
Com infomes do TOK DE HISTÓRIA.

terça-feira, 24 de março de 2015

CARIRI CANGAÇO: Uma saga de corajosos*


Grande caravana do CC 2015 na histórica capelinha de Patos do Irerê - PB
Próximo de completar uma década a invenção do Cariri Cangaço tem se configurado como um importante instrumento de promoção da  história e da cultura genuinamente  nordestina, ao passo que também apresenta para o resto do Brasil e para o mundo coisas interessantes que só existem por aqui, nos nossos sertões. 
Por isso mesmo, presta um imenso serviço à cultura e a história de uma região que, infelizmente, ainda hoje é vista de soslaio pelos chamados poderes do litoral,  acostumados demais às mesmices e invencionices dos enlatados alienígenas. 
De modo que, mostrar, resgatar, discutir e valorizar as autênticas riquezas dos nossos sertões tem sido a grande marca desta iniciativa pioneira, ousada e corajosa chamada CC que, malgrado a quase total ausência de suporte financeiro, tanto da iniciativa pública quanto privada, vem fazendo e promovendo a nossa história no além-fronteira. Ao passo que já se consolida como um dos mais celebrados eventos  de cunho cultural e histórico de todo o Nordeste brasileiro. 
O que, diga-se de passagem, diante de todo este  cipoal de dificuldades  não é coisa pouca. Portanto, digno de rasgados elogios e de aplausos.
Diria que, algo bastante incomum para uma "instituição" sem fins lucrativos, formada por abnegados e desprendidos amantes e estudiosos da temática do cangaço, como de tudo o mais que  diga respeito à história lampiônica e sertaneja tais como Messianismo, religião, coronelismo dentre outras.
Como se percebe, uma  verdadeira saga cultural empreendida pelo otimismo de todos quantos se deixam ferroar literalmente pelo marimbondo dos sertões, assim como pela usança   do chapéu de couro quebrado e o surrado imborná de antigos jagunços e cangaceiros rasgando as caatingas do mundo. Eis aí os legítimos vaqueiros da história guiados(que são) por este grande timoneiro do bem, chamado Manoel Severo Barbosa. Um homem de pura exceção, cujo apego e a determinação  aos estudos relacionados aos sertões tem sido quase uma profissão de fé. 
Decerto, está aí a principal razão para o estrondoso sucesso  desta confraria de amigos e de irmãos  denominada de Cariri Cangaço. Parabéns a todos os seus integrantes, admiradores e conselheiros. 
Viva o Cariri Cangaço 2015, viva!
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(*)Prof.  José Cícero
Secretário de cultura e Turismo
Pesquisador do Cangaço
Aurora - CE.

segunda-feira, 23 de março de 2015

CARIRI CANGAÇO - PRINCESA 2015: A Paraíba festejando sua história


Pouco mais de 500 pessoas, além de estudantes, professores, autoridades políticas,  pesquisadores e demais aficionados dos estudos do cangaço lotaram o auditório do hotel Acqua Parque da bela e hospitaleira cidade de Princesa Isabel - PB durante a solenidade de abertura do Cariri Cangaço 2015 edição de Princesa, ocorrida na noite da última quinta-feira dia 19.
O prefeito de Princesa Domingos Sávio que fez a abertura oficial do cc, vereadores, ex-prefeitos, historiadores, descendentes do célebre cel. José Pereira e a população local estiveram prestigiando a iniciativa que já se consolidada como um dos acontecimentos culturais mais marcantes de Princesa e adjacências.
Uma série de debates e discussões temáticas sobre alguns dos acontecimentos históricos marcantes da região foram desenvolvidas durante três dias a cargo dos palestrastes José Romero Cardoso, Geraldo Ferraz, João de Sousa Lima e João Antas. A iniciativa aconteceu em Princesa, S. José de Princesa(Patos do Irerê-PB e Nazaré do Pico(distrito de Floresta-PE).
Como disse Manoel Severo,  curador do CC durante evento: "para o Cariri Cangaço  diria que é uma enorme honra inaugurarmos mais esta empreita memorialista em terras paraibanas, ainda mais num cenário tão marcante como a cidade de Princesa e região, não somente para o Nordeste, mas inclusive para a própria história do Brasil". 
O CC contou mais uma vez como o apoio de entidades parceiras tais como SBEC - Sociedade brasileira de estudos do Cangaço com sede em Mossoró-RN, GPEC- grupo paraibano de estudos do Cangaço de João Pessoa- e GECC - grupo cearense de estudos do cangaço com sede em Fortaleza-CE, assim como das prefeituras locais.
Além de fomentar o turismo local uma vez que o evento contou como representantes de mais de 70 localidades do país o evento também abriu espaço para feira de livros sobre a temáticas sertaneja, bem como diversas apresentações de arte, cultura a exemplo do grupo de cultura abolição, dentre outros. Foi um momento dos mais singulares que certamente ficará marcado na memória de todos os que tiveram a honra de participar.
Todos os hotéis de pousadas de princesa estiveram lotados, assegurou Emanuel Arruda, um dos articuladores do acontecimento em terras paraibanas.
Há que se destacar igualmente, a forma cordial e calorosa com que a caravana do CC foi recepcionada em todos os lugares onde aconteceu o evento. Ainda, conforme externou Manoel Severo:  "Entre as presenças no Cariri Cangaço Princesa 2015, registraram-se a vice-prefeita de São José de Princesa, Rúbia Matuto, o Secretário de Cultura de Aurora José Cícero, o Secretário de Cultura de Barro, Sousa Neto; a Secretária de Cultura de Lavras da Mangabeira, Cristina Couto; o Secretário de Cultura de Brejo Santo, Miran Basílio, a Secretária de Cultura de Piranhas, Patrícia Brasil, secretário de cultura de Floresta-PE,o Secretário do Meio Ambiente de Flores, Roberto Santana, vereadores, dentre muitas outras autoridades entre outros presenças".
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Da Redação do blog de Aurora

domingo, 15 de março de 2015

Todo o talento e a alegria do Palhaço "Painha da Bacurinha"

 Por José Cícero
O jovem aurorense Edson Feitosa - mais conhecido pela sugestiva alcunha de  'Painha da Bacurinha', é aquilo que poderíamos muito bem denominar de artista versátil já que consegue trabalhar com várias vertentes artísticas, dentre as quais a arte circense(palhaço), sendo ainda compositor, escultor, artesão e cantor.   
Filho do não menos conhecido escultor Cizin d'Aurora e sobrinho do renomado Nego Simplício, Painha da Bacurinha traz no próprio DNA a força do fazer artístico como uma necessidade intrínseca. Portanto, depois de tanto fazeres e haveres ele agora se aventura  no difícil cenário do humor voltado para a criançada. 
Para tanto acaba de lançar um CD amador  com cerca de 12 composições autorais. Um disco que embora tenha sido feito na base  do machado amador e, ressalvadas as devidas proporções tecnológicas, visto que foi produzido de modo quase artesanal não deixa nada a desejar  aos que existem por aí  no gênero da música infantil. Um trabalho que, uma vez lapidado dentro dos padrões exigidos no mercado tem tudo para dá certo e fazer sucesso. Principalmente se levarmos em conta a quase total ausência de produções similares atualmente dentro da chamada indústria fonográfica brasileira.
Recheado de composições engraçadas e de letras simples, já que são destinadas ao público infantil, o CD de 'Painha da Bacurinha - Cantado e encantado a criançada' - também poderá agradar os adultos já que fala de coisas do cotidiano de maneira lúdica, cômica e hilária. 
Um disco que, em última instância, tem a marca da alegria e da simplicidade - como deveria ser tudo que é feito para às crianças. Além de tudo isso, o disco de Painha tem o firme propósito de divertir e fazer  sorrir para o mundo e para a vida. aliás, coisas bastante necessárias no dia a dia de todas as pessoas, quer sejam crianças ou adultas vivendo um mundo de grandes atribulações e correrias.
O palhaço Painha da Bacurinha está disponível para shows populares e apresentações diversas em festinhas particulares, como também para apresentações em escolas e empresas.
Vale a pena ouvir e também assisti-lo.
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José Cícero
Aurora - CE.
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SERVIÇO:
# CD Painha da Bacurinha - Vol.1
"Cantando e Encantando a Criançada"
.Contatos para shows e aquisições:
(88) 9804.1735
       9258.9958
Ps.: Ousa suas canções no Facebook.

domingo, 1 de março de 2015

DILMA e o estelionato eleitoral...*

Por José Cícero
Sou uma adepto da democracia e do Estado de Direito como valores fundamentais e inalienáveis da pessoa humana em sua vida social. Até porque sei o quanto é sofrível um povo sem liberdade e, como dantesca e pobre uma sociedade governada por uma ditadura. Quer seja ela explícita ou camuflada.
Contudo, assim como existem democracias de araque existem também liberdades controladas, ditaduras brancas e disfarçadas pelo mundo a fora. E no Brasil, como é possível perceber(e sentir na pele ultimamente),  estamos caminhando a passos largos para isso.
Também convenhamos, o que Dilma, Lula, o PT e a cúpula do poder fizeram para ganhar as recentes eleições foi um clássico estelionato eleitoral. Um expediente inaceitável para uma nação que se proclama,  inclusive, modelo de carta magna e convivência democrática para o mundo. 
Em termo de (des)governo petista, digamos, porém que a continuidade do veneno imposto ao povo(em especial os mais pobres) ainda está sendo muito pior. Uma maldade. Uma mentira. Um crime de lesa-pátria e consciência, sem tamanho. Algo que, assim como o "petrolão" da Petrobras passará à história como um dos maiores engodos políticos já praticados contra um povo em seu sagrado direito de votar e ser votado. Um fato quase sem paralelo dentro do moderno processo eleitoral do Brasil. Como se diria literalmente: 'comprar gato por lebre'.
Assim, se alguém investido do poder maior age desta maneira, ou seja,  à revelia da da lei, em prejuízo da população; o que haveremos de imaginar senão de uma ditadura  disfarçada, maquiada de democracia? Ninguém há de possuir o direito de fazer a nação sofrer.
Portando, se 'eles' acham legítimo fazer tudo isso contra os brasileiros, principalmente os trabalhadores que fingiam defender;  o povo há de achar igualmente natural voltar atrás(já que foi enganado) exigindo que devolvam o poder, posto que ninguém mais se sente representado e, tampouco confia mais naqueles que os traíram desde os escândalos do Mensalão até o petrolão em nome do poder pelo poder.
Ou Dilma para com o seu pacote de maldade e volta a governar em favor dos brasileiros ou a ideia de um impeachment possível terminará se transformando na única alternativa viável para que o país possa se defender deste verdadeiro cupim político que se instalou em Brasília e está a destruir as riquezas da nação e a tranquilidade dos brasileiros em sua lida trabalhadora do dia a dia. A propósito, não custa nada recordar que ano passado, por muito menos o povo em protesto saiu às ruas pelo país inteiro.
Afinal,  não existe nenhum direito que obrigue o povo a pagar pelos desmandos governamentais e, tampouco pelos milhões e milhões de reais surrupiados da Petrobrás. Ora, todos sabiam, por exemplo, que a tal Copa do mundo(outra vergonha histórica nacional) não sairia barata para o Brasil. Só Dilma, Lula, o PT e os empreiteiros pensavam o contrário e a gente sabe muito bem o porquê.
Enfim, Dilma está apenas provando da herança maldita dela mesma, por isso nem cabe mais a velha desculpa esfarrapada de uma suposta crise mundial.
Por tudo isso, é possível pensar que embora caracterizada pelo voto popular a eleição de Dilma foi, além de um estelionato; viciada e embusteira.  E por via de consequência, ilegítima tendo em vista  o pano de fundo da mentira que fora utilizada. 
Por fim, como dizem por ai: caiu a máscara... Antes tarde do que nunca.
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José Cícero
Aurora - CE.
foto ilustrativa:noblat.oglobo.globo.com

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

MEIO AMBIENTE: Morreu a nascente: Secou o antigo Olho d'água de Seu Vinô

Secretário de Cultura e Turismo JC e Pedoca André no local da nascente seca
Paulo Magá, João Silva e Sebastião Maciel à margem da Nascente
Visão da nascente e o açude abaixo com a construção de casas bem próximo
Nascente agora totalmente seca

ECOSSISTEMAS AURORENSES

O que antes era só uma suspeita, agora é fato - A antiga nascente conhecida por todos como o "Olho d'água de Vinô" secou de vez(fotos).
Após anos e anos de intensas agressões sofridas a histórica nascente do bairro Araçá de Aurora sucumbiu. Com ela se apaga também um pedaço importante da história do município, vez que durante décadas, principalmente nos períodos de secas prolongadas, quando a população não dispunha ainda de  água encanada e mesmo após o abastecimento feito pelas águas do rio Salgado que logo secava, era o olho d'água de Seu Vinô que, que no dizer  dos mais antigos 'dava de beber' à boa parte da cidade, sobretudo os moradores do Araçá, onde a nascente está localizada.
Morador verifica a nascente
De modo que, acossado por  repetitivas queimadas, desmatamentos, entre outras atividades predatórias, a natureza sempre conseguia fazer a sua parte, ou seja, recuperar-se nos anos seguintes. Porém desta feita,  nascente  secou definitivamente, embora seja visível o crescimento de uma relativa cobertura vegetal no seu entorno compondo a chamada mata ciliar na sua maioria formada por espécies endêmicas da região: Jurema, Marmeleiro, Mufumbo, Favela, Joazeiro e uma variedade de arbustos e cactáceas. 
'Mas a água se foi', disse o caseiro da propriedade que  acompanhou a equipe na visita ao local para esta reportagem.
Vista da parede do açude e o corte feito para que a água escorresse
Coincidência ou não, o certo é que a morte da nascente se deu após a destruição do açude que ficava bem ao  lado um pouco mais a baixo aproximadamente uns 50 metros. Segundo dizem, a intenção é aterrar  o local para fins de loteamento. O que, aliás, já vem ocorrendo, visto que a construção de novas casas já chegou praticamente às margens do antigo açude e uma rua está sendo aberta nas proximidades do olho d'água ligando o bairro ao Alto da Cruz. O que certamente só vem piorar ainda mais a situação.
" Era uma Água muito boa", assegurou o senhor José de Zabé um dos moradores mais antigos da rua Bela Vista que dá acesso aquele ambiente. Um pena. 
Prof. Ronaldo Santos e Pedoca André na nascente seca
Em tempos de aquecimento global e crise hídrica assistirmos impassíveis a acontecimentos como este. O inverso do que atualmente se apregoa pelo mundo afora; quer seja as iniciativas de caráter preservacionista da natureza e dos recursos naturais.

Desde 2007 que a Revista Aurora em reportagem especial já alertava para as ameaças que pesavam sobre a nascente e o açude  chamando a atenção para a necessidade da preservação. Mais recentemente ventilou-se a possibilidade de doação do Olho d'água para à municipalidade e o seu necessário tombamento oficial para fins de preservação ambiental, transformando-o num espaço de visitação pública para o turismo ecológico, aulas de campo pelas escolas etc. Mas infelizmente a proposta não avançou. O certo é que a nascente morreu e o açude foi destruído após a abertura na sua parede.
O olho d'água de Seu Vinô Leite não era somente o único  ainda existente nas imediações do perímetro urbano de Aurora, mas inclusive,  era uma das últimas nascentes fluindo a duras penas  que se tem notícias em todo território aurorense. De maneira que, o seu fim, é muito mais  que um acontecimento simbólico simplesmente, mas um perigoso alerta a que todos os que têm um mínimo der consciência deveriam se preocupar.
UM ALERTA JUSTO E  NECESSÁRIO:
Solo desmatado e exaurido nas proximidades do olho d'água
 José Cícero e Sebastião Maciel(Dir. da AFA) em uma das visitas à nascente
Maciel dir. da AFA e Sec. JC no local
Além do rio Salgado que corta a cidade praticamente ao meio, bem como os açudes que a circundam(Recreio, Romão, 18 entre outros), Aurora precisa urgentemente defender a preservação destes mananciais ou pelo menos o que ainda resta deles. Já que ambos funcionam como um verdadeiro ar-condicionado natural, amenizando a temperatura com a elevação da umidade relativa do ar.  Além de possibilitar um verdadeiro microclima em torno da zona urbana. Mas, infelizmente, como se percebe, tudo parece caminhar na contramão da chamada consciência ambiental. O que não mais no futuro breve, mas já no momento presente trará graves consequências quando enfim será possível perceber que todo dinheiro não passa de uma mera ilusão. Posto que  nos momentos mais críticos é que haverão de perceber (quem sabe tarde demais)  que a vida realmente não tem preço.
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Da Redação do Blog de Aurora.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Pesquisadores paraibanos visitarão neste sábado as Minas do Coxá em Aurora

Recente visita da Secult às minas do Co
Na manhã deste sábado, uma equipe da secretaria de cultura local juntamente com o secretário José Cícero receberão a visita de dois pesquisadores paraibanos: o prof. Francisco Pereira Lima da UFPB de Cajazeiras-PB; bem como do escritor Francisco Cartaxo, atualmente radicado em Recife-PE. 
No roteiro, uma incursão às famosas e históricas Minas do Coxá - situadas no território de Aurora na região do riachos das Antas já nos limites com os municípios de Milagres e Barro.

MINAS DO COXÁ:

Estas que no passado pertenceram ao Padre Cícero Romão Batista de JN e que foram motivos de célebres rixas de potentados, o padre e sitiantes do lugar, notadamente quando da propalada demarcação a cabo do Dr. Floro Bartolomeu em 1908. O que coincidentemente ocorreu simultâneo à questão de oito - quando a cidade de Aurora fora covardemente invadida e saqueada por mais de 600 jagunços,  
Depois do chamado fogo do Taveira que culminou com a deposição do então dependente municipal Totonho de Monte Alegre e a ascensão do cel. Cãndido do Pavão - aliado de Marica Macedo e, por sinal representante do padre Cícero em Aurora.
O que como afirma o secretário JC " constitui um episódio bastante representativo quanto à riqueza histórica e cultural de Aurora em particular e do Cariri em geral".
A visita ao serrote do Coxá, conforme explicou o professor Pereira, assim como dados e imagens servirão para o livro de Fco Cartaxo que está sendo elaborado sobre 'a criação da Diocese de Cajazeiras' datada do ano de 1914. "Ele está precisando fotografar as Minas do Coxá, que pertenceram ao Padre Cícero" enfatizou Pereira. 
"Será uma imensa honra ciceronear esta dupla de grandes amigos pesquisadores, além do meu confrade conselheiro do Cariri Cangaço o professor Pereira de Cajazeiras, conclui o secretário.

Equipe do Centro Cultural Banco do Nordeste de JN visita atrativos históricos de Aurora

Na última sexta-feira(23) agentes do Centro Cultural Banco do Nordeste de Juazeiro do Norte estiveram visitando a sede da secretaria de cultura e turismo do município(fotos). Na oportunidade foram recebidas pelos secretários municipais José Cícero(da cultura) e Pedro Henrique(da Juventude). Na pauta, a formulação de um projeto regional relativo ao mapeamento dos atrativos, equipamentos e potencialidades culturais e históricos de Aurora, Lavras e adjacências.
A proposta tem como meta a construção de uma agente cultural de cunho regional como forma de promover e fomentar o turismo regional, além do chamado eixo crajubar, explicou as agentes. 
A equipe do centro cultural BN esteve visitando, além do acervo de arte instalado na sede da Secult, a estátua do padroeiro Sr. Menino e exposição de imagens na praça da matriz, ainda a estação ferroviária, a capelinha da mártir Francisca e por fim, o antigo casarão-sede e o antigo engenho(foto) do sítio Mel(Tipi) que no passado pertenceram à família da matriarca Marica Macedo do Tipi.
Além das edições da Revista Aurora que inclui muitos informes sobre a história local, o responsável pela Secult irá enviar para o CCBN, alguns documentos informativos, tais como: os livros sobre a história de mártir Francisca, Marica Macedo, o poeta Serra Azul, o pintor Aldemir Martins, bem como sobre a passagem de Frei caneca( com a recente contrução do Obelisco em sua homenagem no sítio Juiz) e a passagem Lampião por Aurora afim de que tudo isso  possa fornecer suporte de dados com vistas a elaboração do documento acerca dos mais importantes atrativos turísticos, culturais e históricos de Aurora, disse o secretário.
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Da Redação do Blog de Aurora.
fotos: Adriano de Sousa Anão

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

História do Cangaço: Bom de Vera e a Senhorinha de Corisco

Sr. Adelson de camisa listrada ao lado de JC e Bosco André
Pesquisadores Bosco André e JC  com o do quadro no museu de Joaca Rolim
Com o sobrinho de Bom de Vera no sítio Chiqueiro das Cabras em M. Nova
Bosco André, Luzilma Rolim, mestre Elias e JC no memorial da Missão Nova
Na residência do vereador Zinha na fazenda Barreiras
D. Luzilmar Rolim no memorial de Joaca e Toinha na M. Nova
No casarão de Seu Joaca com Bosco, mestre Elias e Luzilmar Rolim
Na residência de Adelson - sobrinho de Bom de Vera
Casarão de Seu Joaca Rolim
Os pesquisadores José Cícero(Aurora) e João Bosco André(M.Velha) empreenderam visitas no último final de semana à região do distrito de Missão Nova(município de Missão Velha-CE.  No roteiro, o sítio Chiqueiro das Cabras e Forquilha( que hoje compreende a fazenda Barreiras) famosos por terem abrigado no passado os temidos cangaceiros oriundos de Caririzinho-PE - Bom de Vera, Lua Branca e João 22 que também integraram o bando de Lampião.
No lugar ainda hoje residem vários parentes de Bom de Vera, a exemplo do Sr. Adelson(foto) - sobrinho do valente cangaceiro, que com  inegável cortesia recebeu os conselheiros do Cariri Cangaço em sua residência para uma proveitosa conversa sobre o tema. Falando sobretudo sobre sua mãe que no lugar era conhecida como Alzira de Bom de Vera.
No interior do memorial
Dados e informações históricas que serão utilizadas e reforçarão o embasamento dos livros que estão sendo escritos por ambos os pesquisadores, ou seja: "História de Missão Velha" (de Bosco André) e "Lampião em Aurora: Antes e depois de Mossoró"( de J. Cícero).
Partes daquelas antigas terras um dia pertenceram, inclusive, ao sr. João Arruda - irmão por parte de pai do célebra coronel Izaías Arruda( filho de Aurora e então prefeito de M. Velha). Quem sabe por ali, não se dera o primeiro contato e amizade do coronel com  Massilon Leite e  Lampião?
"Além de um interessante momento de absoluta aprendizagem, está e pisar o solo sagrado de Bom de Vera e sua cepa, é algo que nos enche de entusiasmo, sabedoria e curiosidade... Ao passo que nos transportamos no tempo e no espaço no sentido de descobrir e redescobrir novas lutas e acontecimentos emblemáticos que marcaram para sempre a verdadeira história(não-oficial) dos sertões e suas gentes", disse o professor José Cícero durante a visita. "Algo que realmente não tem preço", completou.
Antigo engenho do sr.Pedro da Cruz
No caminho eles também visitaram os lugares onde um dia existiram os famosos engenhos de aguardente e rapadura de conhecidos latifundiários de antigos anos de fartura, tais como: Seu Adalberto Farias(sítio Coqueiros), bem como na extensão da Missão Nova dos senhores:  Pedro Saraiva, Antonio Argeu, Osvaldo Esmeraldo, Pedro da Cruz e Joaca Rolim - antigos símbolos de poder e de fomento da economia regional - e que infelizmente hoje, só fazem parte da memória de poucos.

MEMORIAL DE JOACA ROLIM E TOINHA:

Ressalta-se igualmente a visita ao velho casarão do patriarca Joaca Rolim - que agora abriga o memorial da família. Trata-se de um rico acervo de peças, documentos e outros pertences do famosos senhor de engenho - o maior benfeitor de Missão Nova e região. Um homem incomum pela visão e sabedoria que o projetou muito além do seu tempo.
Um equipamento histórcio-cultural importante que ainda se mantem de pé, graças aos esforços redobrados da Sra. Luzilmar Rolim, filha do Sr. Joaca. O que segundo ela, precisa urgentemente de parcerias governamental e afins no sentido de garantir a preservação da memória histórica do distrito, de missão Velha e do próprio Cariri.

Senhorinha de Corisco:

Coração de Jesus de sinhá
Foi no memorial de Joaca e Toinha que os dois pesquisadores do cangaço, encontram por exemplo, o quadro do Coração de Jesus(por sinal impresso na Alemanha) que nos primórdios dos anos 30 foi dado de presente à esposa de Joaca pela companheira de Corisco. que tinha a alcunha de "Senhoria de Corisco", quando da passagem e estadia do casal por aquele lugar. "O quadro foi doado em sinal de respeito e agradecimento à minha mãe pela hospitalidade que senhoria recebeu quando este por estas bandas, onde inclusive passou muitos dias", disse a diretora do museu Luzilmar Rolim.
Segundo ela, desde então, todos os dia 17 de julho sua mãe celebrava a tradicional renovação(reza do santo), em cumprimento a o pedido da senhorinha de Corisco no momento da entrega do presente a dona toinha, dizendo se tratar de uma promessa com o santo. 
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Da Redação.
Blog de Aurora - CE.
www.prosaeversojc.blogspot.com
fotos: Karlos Marx e JC

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

TCM Recomenda não-realização do Carnaval pelos municípios em situação de emergência

Novamente este ano o Tribunal de Contas dos Municípios(TCM-CE), através de circular nº01/15 datada do dia 13 de janeiro  enviou 'Recomendação' aos municípios cearenses com vistas a não-realização do Carnaval 2015, especialmente aqueles que ainda se encontram sob o decreto relativo a situação de emergência ou estado de calamidade em virtude da estiagem prolongada deste o ano passado.
Ainda, diante do atual quadro de dificuldades por que passa a maioria dos municípios do Ceará o TCM considera que as festividades canavalescas não constituem prioridade pública, levando-se em conta também a obrigatoriedade das prefeituras para pagarem no exercício atual  o novo piso salarial dos professores determinado  pelo Ministério da Educação. Além de outros aspectos levantados pelo tribunal no mesmo documento expedido.
O não-cumprimento da recomendação poderá configurar, dentre outras coisas, um ato de improbidade administrativa por parte dos gestores municipais. Uma vez  que os municípios que, mesmo estando enquadrados na situação elencada pelo TCM no ano passado e que realizaram o carnaval em 2014 estão no momento prestes a ser penalizados.
Desta feita, mesmo os que  eventualmente não se  enquadrem na situação apontada, o TCM recomenda que os seus prefeitos "devem agir com prudência e razoabilidade de modo a evitar o desperdício de recursos e o desequilíbrio das contas públicas". O ofício circular enviado aos municípios cearenses é assinado pelo conselheiro presidente Fco de Paula Rocha Aguiar (ver doc. abaixo).
AURORA:
Mais uma vez em cumprimento a Recomendação em questão o município de Aurora optou pela não-realização do seu tradicional 'Aurora Folia', bem como do concurso de blocos carnavalescos. 
Assim sendo, a Secretaria de Cultura e Turismo(Secult) local após tomar ciência do documento e, em consonância com o prefeito municipal  resolveu divulgar a decisão como forma de melhor informar à população, os fuliões e os componentes dos blocos em geral.
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Blog de Aurora
Imagem: da Internet

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