segunda-feira, 20 de julho de 2015

Trabalhadores agrícolas aurorenses retornam de SP após dois meses devido a crise econômica*


DESEMPREGO: 
Ônibus lotado de trabalhadores aurorenses retorna do interior de São Paulo em face da crise da economia que se abate sobre o país

Noutros tempos não muito distantes trabalhadores rurais de Aurora, assim como de vários outros municípios interioranos do Nordeste em geral e do Cariri em particular saiam anualmente em verdadeiras levas e comboios  com destino ao interior de Estados como MG, PR e SP.  Iam trabalhar na colheita da laranja, do café, do tomate e na maioria das vezes na colheita da cana-de-açúcar. 
Muitos partiam animados não apenas pela garantia do bom salário oferecidos pelas empresas do setor, mas principalmente, pela certeza da conquista do Seguro-desemprego que anteriormente era necessário trabalhar pelo menos seis meses para poder requisitar o benefício. Mas agora após a reformulação feita pela presidenta Dilma esse tempo passou a ser de 18 meses na primeira vez em que é feito o pedido e 12 meses na segunda. Apenas na terceira oportunidade  é que o tempo de duração permanece em seis meses. 
Se a coisa já estava difícil com a revisão, imagina agora com o desemprego provocado pela recessão econômica que como se ver atinge também em cheio o setor produtivo e agrícola.
E para piorar ainda mais, como diz o sertanejo, diante da crise: "além de queda coice". Pressionadas pela crise econômica as indústrias paulistas também do setor agrícola estão demitindo parte dos seus trabalhadores. Prova disso foi o retorno na manhã de hoje dos trabalhadores aurorenses que haviam viajado a cerca de dois meses para a colheita da laranja no município de Porangaba no interior do estado de São Paulo. 
Era visível a diferença em relação a outros tempos quando a chegada dos ônibus eram motivos de alegria e comemoração. Ocasiões festivas quando até fogos de artifícios eram soltos no local da parada, ou seja, na praça padre Cícero ao lado da antiga estação ferroviária de Aurora. Local onde verdadeiras multidões de pessoas os esperavam em momentos de verdadeiros júbilos.
Infelizmente, não foi isso o que aconteceu na manhã desta segunda-feira(20) quando foi visível o desânimo estampado no rosto de cada um dos jovens trabalhadores ao descer o ônibus que chegou lotado à Aurora pela manhã. 
Tristeza que aliás parecia também contagiar o semblante dos que os esperavam na praça, na maioria amigos e familiares. 
Como  se  nota, produto da crise econômica e da inflação que ora se abatem sobre a vida do país e, que já começa a provocar desemprego em massa em todos os recantos do Brasil, bem como nos mais diversos setores da nossa economia.
Há quem diga que muitos outras trabalhadores que ainda se encontram no sul do país possam também estar retornando à Aurora nos próximos dias.
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JC da redação do blog de Aurora.
fotos: Alcione Pereira

De que tamanho é nossa crise?

Por José Cícero
Que o país está em crise todos já o sabem. O que poucos ainda não sabem é a dimensão real desta crise que, ao contrário do que "eles" dizem, não tem data nem hora para terminar tão cedo. E o pior é que os tentáculos deste monstro tenebroso alimentado que foi por mais de duas décadas de engodo e de sofisma política pelo governo petista ainda não estão totalmente às vistas do povo brasileiro. Por isso é preciso agora, mais do que nunca, ficarmos cada vez mais vigilantes. Todo cuidado é pouco.
Todavia, pelos menos ao que parece, a crise que não é apenas econômica, só atinge diretamente e com mais força os trabalhadores e os mais pobres. Uma contradição e/ou ingratidão sem tamanho, posto que foram justamente este segmento social que votou maciçamente no projeto petista de Dilma e Lula. Portanto, mas uma prova cabal de que ninguém ficou imune ao estelionato eleitoral praticado, sobretudo na última eleição. Um crime contra tudo e a boa fé da maioria do povo brasileiro.
De modo que, não somente econômica, a crise por que passa o país se estende do eleitoral até o comprometimento da ética pública e da moral cidadã. Tão grave que, além de envergonhar a nação perante o mundo, também coloca o Brasil na contramão da história por conta do imenso desrespeito cometido contra a democracia e o chamado estado de direito. Um exemplo nunca mais a ser seguido ou imitado.
De escândalo em escândalo cotidianamente o Brasil se supera a si mesmo numa ordem ascendente de acontecimentos daninhos que depõem sobre  a sua própria imagem pelo mundo afora. 
Ao ponto que, do mensalão fomos direto à Lava Jato sob o império da propina e da farra com o dinheiro público. Um esquema criminoso que, de tão democrático não poupou ninguém do andar dos poderosos até os seus asseclas e apaniguados do andar de baixo. 
Definitivamente o PT nos fez entrar numa das maiores desmoralização da nossa história. Algo que parece se refletir em todos os aspectos da vida social do país. 
Penso até que toda esta lama fétida enxovalhou igualmente a própria Copa do mundo, cujo corolário de corrupção é algo incomensurável. E no Brasil não poderia ter sido diferente. É lamentável saber que a inflação está começando a bater a nossa porta. E é revoltante saber que a culpa não foi nossa.
Mas algo no faz acreditar que mais uma vez o Brasil sairá desta. Não pela força dos seus políticos porém a despeito da maioria esmagadora deles... E mais principalmente pelo potencial produtivo inato da sua natureza e a força descomunal da sua boa gente. Isso porque não é qualquer nação do mundo que aguentaria tanta roubalheira e malversação ao longo da sua história sem o quebrar de vez. E o Brasil vem se sustentando até hoje. Sinal de que é forte o suficiente para não cai de vez. Razão porque resistirá por si mesmo às sanhas dos  aproveitadores de plantão, cujo nomes deveriam ser não outros que não: Vermes, Saúvas, Gafanhotos, Cupins humanos...
O povo consciente sempre pode mais, se Deus quiser e ele há de querer...
Viva o Brasil !
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José Cícero
Aurora - CE.

Mesmo em plena estiagem OLHO D'ÁGUA localizado no bairro Araçá de AURORA começa a aflorar*

Há muito dada como morta, agora em plena seca, águas da nascente do Araçá  começam a brotar do seio da terra

Degradada e agredida pelos mais variados  tipos de atividades antrópicas, a histórica nascente conhecida como "Olho d'água de Vinô" localizada no bairro Araçá de Aurora-CE; mesmo em plena estiagem começa a renascer(fotos). O que é possível notar pela água que aos poucos começo a brotar nos últimos dias.  
Há anos inativa e praticamente soterrada em face da erosão causada em parte pelo desmatamento indiscriminado das matas em seu entrono, a velha nascente já era dada como morta. Agora em meio a uma  seca que já perdura por mais de cinco ano, o Olho d'água de Vinô surpreende a todos quando é possível perceber o afloramento natural   de uma água gélida, oriunda do seio da terra  ressequida. 
Algo realmente surpreendente e de rara beleza considerando as agressões e a seca prolongada. "Um verdadeiro milagre, como se a natureza quisesse nos pregar uma peça", afirma um dos principais defensores do manancial, o secretário de cultura José Cícero que neste domingo esteve no local  ao lado dos professores Luiz Domingos, Ronaldo Santos e de alguns moradores das proximidades. 
Diante de uma crise hídrica sem precedentes, desequilíbrio climático e irregularidades do regime das chuvas que não têm mais fronteiras, fatos  que, inclusive em Aurora, já ameaçam o abastecimento urbano com o risco de colapso do açude Cachoeira; a nascente do Araçá, além de prodigiosa nos remete a uma reflexão profunda sobre a problemática da água, nossa relação com o meio ambiente e os recurso naturais em geral, disse ele.
ALERTAS ANTIGOS: 
Ainda em 2006/2007 foi lançada em em Aurora o primeiro número da da revista Aurora que na sua reportagem de estréia já  levantava a preocupação relacionada a degradação e morte da nascente. Como também a situação de devastação e abandono da área. 
De lá para cá, infelizmente, nada foi feito quanto à necessária preservação da fonte e da sua mata nativa. E o que é pior; as degradações se intensificaram com o avanço das construções de moradias que se aproximam do local. Além da decisão dos proprietários do terreno em transformar a área num loteamento para novas habitações. Para tanto, já cortaram, inclusive, a parede do antigo açude situado um pouco mais abaixo. A abertura de uma rua que passará bem ao lado da nascente também preocupa os que defendem a velha nascente.  
O aflorar das primeiras águas do olho d'água do Araçá - um dos últimos não apenas da zona urbana, mas também de todo o município que se tem notícia - parece ser o derradeiro grito de socorro de uma natureza que embora resistente, está claramente se exaurindo diante da ignorância de uns  e a indiferença de outros que, ao que parece, só têm olhos para o dinheiro. Como se fosse possível vivermos daqui para frente sem a natureza. 
HORTO FLORESTAL (APA):
Anos atrás houve a promessa de doação ao município de uma pequena área  em torno da nascente de 30x30 m2. Mas logo em seguida os proprietários desistiram da proposta garantida junto à secretaria de cultura e turismo. 
A pasta pretendia dentre outras coisas, promover o tombamento ecológico da nascente, ainda tornar o espaço uma área de preservação ambienta com a criação de um horto florestal destinado à visitação pública monitorada, aula der campo aberto às escola e pesquisadores, fomentação do turismo ambiental, bem como instrumentalizar o estudo de um pedaço importante da caatinga e do bioma sertanejo como um todo. Como parte importante do projeto de desenvolvimento do Turismo Ecológico proposto pela pasta a partir do rio Salgado. 
Sem mais demora, a equipe de professores juntamente com a própria Secult pretendem realizar uma campanha junto à comunidade no sentido de sensibilizar os proprietários e o poder público quanto a necessidade urgente de se preservar a nascente ou o que de fato ainda resta dela. Assim como parte da mata ciliar em seu entrono. Para tanto iremos retomar as conversações com os atuais proprietários para ver se chegaremos a um bom termo, finalizou o secretário.
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Da Redação do Blog de Aurora.
SERVIÇO: 
Atenção!
Todos os filhos e amigos de Aurora estão sendo chamados a ajudar na preservação da Nascente. Comentando o problema na rede social, opinando, refletindo e também no convencimentos dos proprietários e quem mais de direito no sentido de que juntos possamos preservar o quanto antes o Olho d'água garantindo-o às gerações do presente e do futuro. 

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Todo o amargor de um rio Salgado*

Nosso rio Salgado está morrendo. Para esta triste constatação não é preciso muito estudo, basta apenas um olhar mais atento para o rio que entre outras coisas, foi o responsável pela origem de Aurora em particular e do próprio povoamento do Cariri em geral.
A despeito de tudo isso, o mais importante manancial caririense a cada dia que passa vem sendo maltratado por uma série de atividades predatórias, dentre as quais, a poluição decorrente do recebimento de grande parte dos esgotos domésticos e industriais, desde o Crato(onde nasce) até o Icó(onde termina). O que  tem o  transformado num verdadeiro esgoto à céu aberto. 
Mas, infelizmente, a degradação não para por aí, vez que no seu percurso de  aproximadamente 13.275 km, 42 dos quais só no território aurorense,  banhando por cerca de 23 municípios; o Salgado sofre ainda um intenso e acelerado processo de assoreamento, provocado pelo desmatamento que não se resumo apenas a sua mata ciliar. Além do crescimento urbano desenfreado que já chegou às suas margens, descumprindo, inclusive, o  código florestal.
De tão poluído, portanto, o rio Salgado não mais oferece - como no passado, a riqueza de peixes a seus pescadores ribeirinhos. Dada a carência do antigo pescado, a intoxicação da fauna hídrica por metais pesados e a invasão de plantas aquáticas etc. Muitas espécies, inclusive, endêmicas do seu bioma já não existem mais, a exemplo da Jutubarana que a mais de uma década é dada como extinta.
O mais revoltante é que, quanto mais o Salgado avança no seu estágio de morte anunciada, mais se nota o quanto inócua, limitada e deficiente(quando existem) são as ações do IBAMA no sentido de coibir os diversos tipos de agressões que pesam sobre o ecossistema salgadiano. Basta ver os últimos acontecimentos relacionados às obras(infinitas) de construção da Transnordestina onde até aterros e construções de pontes(como no sítio Calumbi/Santo Antonio) em Aurora estão sendo feitas praticamente às margens do rio. O que deverá agravar ainda mais o problema no futuro, quando o Salgado encher(foto 2 acima).
Então, o que podemos esperar das pessoas comuns no tocante à preservação, quando vemos que uma obra pública não dá o exemplo? 
Não resta dúvida, a situação do Salgado é gravíssima e inspira maiores cuidados, tanto pela população quanto pelas autoridades competentes. E caso nenhuma providência  seja tomada agora em regime de urgência, daqui a pouco o rio do Cariri entrará num caminho sem volta. Concretizando  o chamado colapso total. Ou seja, a sua destruição, face a poluição das suas águas, o assoreamento, a extinção de espécies animais e vegetais próprias do seu bioma, o processo indiscriminado de barramentos no seu percurso, erosão das suas margens entre outros problemas. 
No mais, sem os investimentos necessários em ações e obras de saneamentos básicos muitas cidades caririenses prosseguem derramando seus esgotos e vários tipos de lixos no leito do rio. Gerando assim um desequilíbrio e degradação sem precedentes.
Caso permitamos que o Salgado morra, todos seremos culpados. Alguns pela incompetência e o não-cumprimento do dever e das suas obrigações públicas. Outros, pela desatenção, ignorância e indiferença para algo que é vital para a vida e a própria sustentabilidade ambiental do planeta.
A morte do Salgado não há de servir a ninguém, tampouco aos que só enxergam poder e dinheiro.
Por isso é difícil aceitar a ideia de uma região tida como desenvolvida quando as pessoas que a habitam não se dão conta sequer de algo tão importante e tão grave, como a situação por que passa o rio Salgado do Cariri cearense.
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Por J.Cícero - Da Redação do Blog da Aurora
fotos: 1,2 Jc, 3 internet

segunda-feira, 22 de junho de 2015

AURORA sedia encontro para debater curso de formação para gestores culturais do Cariri Oriental*


Aconteceu na manhã desta segunda-feira(22) na cidade de AURORA o encontro regional para gestores culturais, agentes e conselheiros de cultura do Cariri Oriental. Ocasião em que estiveram presentes diversos artistas e fazedores de cultura aurorenses.
O acontecimento proposto pela Universidade Federal do Cariri(UFCA) em parceria com a gestão municipal teve como objetivo debater o edital referente ao curso de formação para os que atuam na área da cultura, tanto no setor público quanto na sociedade civil. 
Trata-se de um projeto, conforme afirmou o secretário da pasta  José Cícero, do  Ministério da Cultura, por meio da Secretaria de Articulação Institucional (SAI), em parceria com a pró-reitoria de cultura da Universidade Federal do Cariri  e que acontecerá até novembro. Disse ainda que o curso de formação e extensão tem como meta principal o aperfeiçoamento em Gestão Pública de Cultura, bem como melhor capacitar os municípios para à questão da construção do Plano municipal.
Já  os representantes da UFCA presentes ao encontro, os professores Paulo André e Ana Cláudia(fotos),  ressaltaram que "o curso tem como objetivo principal capacitar gestores públicos, conselheiros e agentes culturais em todo o Estado, a fim de desenvolver competências e habilidades voltadas para o acesso às políticas de cultura, valorização a cultura regional e local e ainda a consolidação do Sistema Nacional".
Cada município terá direito inicialmente a quatro vagas sendo duas para o setor público e duas para a sociedade civil. Mas, conforme asseguraram os representes da UFCA é possível que este número possa aumentar a depender dos outros municípios, caso não haja o preenchimento total das vagas ofertadas ofertadas.
 
O curso:
As aulas serão realizadas na forma semipresencial, integrando ações educativas presenciais e a distância. Elas têm como pressupostos metodológicos a relação teoria/prática, a transversalidade e a interação dos conteúdos, procedimentos e ações. O percurso formativo contempla o desenvolvimento de módulos estruturados com base nos três eixos temáticos - Políticas Públicas de Cultura; Diversidade Cultural e Desenvolvimento Sustentável e Gestão Cultural. Nos módulos presenciais, estão previstas oficinas, seminários, painéis, vivências e atividades do campo. Como procedimento metodológico embasador de atividades subsequentes, será realizada oficina para Diagnóstico Rápido Participativo (DRP), a qual dará oportunidade da construção de quadro de possibilidades e desafios na área da gestão cultural nos municípios envolvidos com o curso. 
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Da Redação do Blog de Aurora e internet.
fotos: Adriano de Sousa Anão e Jean Charles(Secult-PMA)

sábado, 13 de junho de 2015

Artigo do engenheiro Luiz Carlos aborda a Santa Ceia de Aurora*

A SANTA CEIA E A ARTE SACRA NA MATRIZ DO SENHOR MENINO DEUS EM AURORA/CE.
(Uma obra artística e cultural intimamente ligada ao povo de Aurora)

“Enquanto comiam, Jesus tomou o pão, deu graças, partiu-o e o deu aos seus discípulos, dizendo: Tomem e comam; isto é o meu corpo. Em seguida tomou o cálice, deu graças e o ofereceu aos discípulos, dizendo: Bebam dele todos vocês. Isto é o meu sangue da aliança, que é derramado em favor de muitos, para perdão de pecados”.

O articulista aurorense
A Santa Ceia ou Ceia do Senhor foi instituída pelo próprio Jesus Cristo, na noite em que foi traído, às vésperas de sua crucificação. Foi a sua ultima refeição/reunião junto com os seus apóstolos, na Cidade Santa de Jerusalém.
Esse ato solene representa a base escritural para a instituição da Eucaristia, também conhecida como "Comunhão" – um momento de extrema importância a marcar a união (comunhão) da igreja e o fortalecimento espiritual dos cristãos. Para nós, membros da Igreja Católica, acreditamos que o pão e o vinho, quando consagrados pelo sacerdote (doutrina chamada de transubstanciação), se transformam no próprio corpo e sangue de Cristo no momento da Ceia.
Portanto, a Santa Ceia ou Comunhão não pode ser tomada de qualquer forma, razão pela qual somos orientados a examinarmos o nosso coração antes de participar. E é nesse exame que nos colocamos diante de Deus, reconhecendo o valor de Cristo e Sua Obra, bem como, avaliando nossa vida, confessando os nossos pecados e tomando decisões de mudanças. Só assim ficamos prontos para participar.
Para o Padre José Arnaldo Juliano dos Santos,professor e pesquisador do Museu de Arte Sacra de São Paulo, “Arte Sacra é aquela que está intimamente vinculada ao ‘espaço sagrado’ do culto, ou seja, ao ‘espaço litúrgico’, no qual se celebram os atos litúrgicos da Igreja como a Eucaristia (Missa) e outros ofícios sagrados. Então, aí temos uma variedade de elementos: Imagens de santos e santas ou pinturas de passagens bíblicas que ornamentam os altares; a arquitetura das igrejas; os altares; castiçais onde se colocam as velas, lampadários; sacrários; tapeçaria; mosaicos; alfaias comumente chamados de paramentos litúrgicos ou roupas litúrgicas; instrumentos musicais apropriados, etc. Todo este conjunto deve auxiliar os fiéis a mergulharem na beleza divina e, assim, se aproximarem do Mistério que estão celebrando”.
Em resumo, somente se classifica como Arte Sacra quando a obra está inserida no contexto espacial e experimental litúrgico. O que difere da Arte Religiosa, a exemplo da produção artística dos chamados “santeiros” que fazem e multiplicam imagens de santos e santas para a veneração domiciliar. Como destaca o estudioso, “toda arte sacra é arte religiosa, mas nem toda arte religiosa é arte sacra”.
Integrando de forma harmônica o Altar da Igreja Matriz da Paróquia do Senhor Menino Deus, em Aurora/CE, temos uma belíssima obra de Arte Sacra. Trata-se da “Santa Ceia”, esculpida em cimento pelo Mestre Franzé d’Aurora. Em exposição permanente há mais de três décadas, o quadro traz brilho e beleza à nossa matriz, vinculando-se plenamente ao “espaço sagrado” das celebrações eucarísticas.
Considerado um dos mais belos monumentos artísticos da Região do Cariri, os Paroquianos do Menino Deus não conseguem enxergar a Igreja Matriz sem a magnífica escultura. Prova dessa ligação íntima foram as diversas manifestações de descontentamento e de preocupação da comunidade em razão de boatos de que o Vigário, padre Antônio José Nascimento, planejava promover reformas no altar, em prejuízo da produção artística já incorporada ao santuário pela fé, religiosidade e cultura do povo aurorense.
Mas, imagino, foram apenas boatos. Seria inadmissível que o sacerdote, um homem de extrema sensibilidade e de comprovada dedicação à Igreja Católica e aos seus paroquianos, viesse tomar uma decisão dessas. Eu diria um Sacrilégio.
A “Santa Ceia” da Matriz do Menino Deus viverá para sempre!
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(*) Luiz Carlos de Aquino Pereira
É aurorense de boa cepa.
Engenheiro Agrônomo pela Universidade Federal do Ceará – UFC

Mestre em Economia Rural pela UFC

Perito Federal Agrário do INCRA/CE.
> Colaborador do Blog de Aurora.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

AÇUDE CACHOEIRA DE AURORA: UM COLAPSO ANUNCIADO


No momento o açude opera com uma vazão de 80 l/s,  mas sem o complemento da adutora mais da metade deste total é perdida durante o percurso até que a água chegue as torneiras da comunidade.

Diante de uma estiagem que já se prolonga por cinco longos anos durante os quais as poucas chuvas registradas  têm sido pífias e mal distribuídas em toda a região, o município de Aurora já se prepara para o pior. O alerta é da própria companhia de gestão dos recursos hídricos do CE – Cogerh.
A cidade é abastecidoa desde o ano 2000 pelo açude cachoeira quando o mesmo foi inaugurado com capacidade de armazenamento da ordem de 34.330.000 m3 de água. Porém, correndo sério risco de secar o  município tem agora motivos de sobras para redobrar suas atenções quanto ao problema. o que coloca em xeque o abastecimento de água da sua população. Do contrário poderá voltar ao tempo em que a cidade era abastecida pelas águas poluídas do rio Salgado. O alerta foi dado a partir do relatório divulgado recentemente pela Cogerh.  E o quadro  não é nada animador.
A previsão é de que se as coisas continuarem como estão o manancial deverá secar completamente já em janeiro 2017 e ainda há quem diga que pode ser até antes,  tendo em vista a rapidez com que o nível de água vem  diminuindo a cada dia.
De acordo com os últimos dados coletados na última quarta-feira, dia 3 de junho, o açude encontra-se com apenas 24,42% da sua capacidade total. Algo extremamente preocupante, conforme opinião dos próprios técnicos.  
E o que é pior. Além das perdas naturais ocorridas pelo processo de evaporação da lâmina d’água, alguns fatores favorecem ainda mais o rebaixamento do nível de água acumulada. 
A saber: Desde o ano quando o açude entrou em funcionamento as águas são liberadas e correm por gravidade percorrendo  um percurso de  mais ou menos 3 km riacho abaixo até chegarem a primeira estação de bombeamento. Gerando, por isso mesmo, uma perda absurda que beira quase 30% do total liberados nas comportas, cuja vazão é de 80 l/s.
Cumpre destacar, inclusive, as diversas vezes que aumentaram  a vazão das águas liberadas na comporta, segundo dizem, sem o conhecimento dos moradores locais que participam das comissões de gestão das águas do açude. Aumentos estes que serviam para encher barragens  situadas abaixo no leito do rio Salgado.
Sem esquecer igualmente as diversas perdas ocasionadas pelos vazamentos corriqueiros que geralmente acontecem devido ao rompimento das tubulações de ruas que são bastante antigas. Agravado mais ainda pela leniência com que tais rompimentos são  consertados pela Cagece –  concessionária responsável pela distribuição da água  fornecida   à população.
E mais, como muitas regiões da zona rural continuam sofrendo com a falta de água para o consumo humano, pouco mais de 80 comunidades espalhadas por várias partes do município são abastecidas atualmente na base de carro pipas com  águas do Cachoeira.
Então, o que fazer?
Para que o colapso anunciado possa ser revertido só mesmo o registro de novas precipitações pluviométricas no decorrer do período ou que pelos menos possa ser amenizado, que a população  se conscientize desde já da necessidade urgente de um racionamento rigoroso. Algo que até o momento(infelizmente) não aconteceu, nem pela população e, pelo que se percebe, tampou pela própria Cagece que deveria dá o primeiro exemplo. E até mesmo investir um percentual do seu lucro; primeiro na melhoria das tubulações da rede de distribuição. Depois em campanhas de conscientização popular em parceria com agentes da própria comunidade e afins.
Com moradores da comunidade
Ainda estabelecendo maior agilidade quanto aos serviços de consertos, reparos de vazamentos e rompimentos na rede, E, principalmente na construção do complemento da adutora restante.
Por fim, num programa de concessão de bônus e abatimentos  como incentivo aos consumidores que economizarem nas suas contas o precioso líquido.
Mas, enquanto isso não acontece a crise hídrica no abastecimento de Aurora  daqui a pouco será fato consumado. Um colapso total onde muito pouco poderá ser feito. Portanto, o momento é agora. A hora é já. Não há motivo para  esperar.
Uma pergunta que não quer calar:
A quem interessa a possibilidade do caos? Por que não adotam o quanto antes as medidas necessárias para que se possa evitar o pior? Que razões motivam a Cagece, o governo do Estado e as autoridades em geral a não adotarem em regime de urgência urgentíssima o chamado princípio da precaução?
Por outro lado, preocupado com as previsões, o prefeito municipal Adailton Macedo já tem procurado por mais de uma vez, tanto o governo quanto autoridades ligadas ao setor. Porém, até este momento nada foi feito de concreto.
É inclusive ideia do gestor, provocar uma audiência pública nos próximos dias no sentido de que a população possa debater junto com representantes dos órgãos responsáveis e demais autoridades competentes do município e da capital a problemática.
Como se ver a prefeitura local tem feito sua parte, mas os que mais deviam tomar as providências cabíveis, até este momento parecem não ter despertados e nem se dado conta da iminente gravidade da situação.
Todos e mais ainda, a população aurorense, haverão de pagar um alto preço num futuro breve, caso se deixem levar pelo comodismo, a indiferença e as velhas soluções de continuidades.
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Jc da Redação do Blog de Aurora
fotos: Blog d'Aurora
Aurora – CE.

terça-feira, 2 de junho de 2015

Aurora se prepara para mais um Festival de Teatro*

Público prestigia o Festac  em 2013 no pátio da antiga Estação Ferroviária 
Plateia acompanha as apresentações teatrais do Festac 2014

Com o apoio total da gestão municipal, a Secult-Aurora já ultima os preparativos para a realização do Festac  edição 2015

cartaz de divulgação
A Secretaria de Cultura e Turismo de Aurora sob os auspícios da gestão municipal promove na noite da próxima sexta-feira(dia 12 de junho) a 3ª edição do Festival Municipal de Artes Cênicas de Aurora - Festac 2015.  
O evento acontece na plataforma da antiga estação ferroviária - patrimônio histórico da cidade - que neste ano completará 95 anos de existência.  A Secult-Aurora, na ocasião fará uma homenagem simbólica pela passagem do aniversário da velha estação da RVC.
Vários grupos de teatro amador de Aurora participarão do festival, sendo que a abertura oficial será feita pela companhia de teatro Anjos da Alegria  da cidade do Crato com a apresentação da consagrada peça: Animartes. 
Conforme a secretaria de cultura, cada grupo local receberá um cachê de quinhentos reais e mais um troféu pela participação, além de certificados que serão fornecidos a todos os integrantes dos grupos teatrais.
O Festac 2015 assim como aconteceu nas edições anteriores conta também com o apoio do centro cultural Banco do Nordeste.
atores da cia de teatro do Crato-CE
"Não temos dúvida de que o Festac este ano será mais uma vez coroado de muito sucesso, dada a participação maciça da nossa população que adora espetáculos teatrais encenados pelos artistas amadores da nossa terrinha", disse o secretário da pasta o prof. José Cícero. 
Uma das principais razões para que o Festac venha recebendo todo o apoio necessário por parte da gestão municipal a frente o prefeito Adailton Macedo que, aliás, tem acompanhado de perto todas as apresentações durante as edições passadas, disse.
Bastante concorrido o Festival de teatro de Aurora, há muito que já constitui um dos mais esperados eventos culturais da terra e que por isso mesmo compõe parte especial do calendário festivo-cultural  do município.
A secretaria de cultura, por isso espera contar mais uma vez com a grande participação da comunidade local.
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Da Redação do Blog da Aurora e da Secult.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Audiência Pública: AURORA da Educação!*

Em tempos difíceis em que o sistema educacional brasileiro é alvo de críticas por conta dos baixos índices de educação que coloca o  Brasil na rabeira da avaliação mundial, até mesmo em comparação com nações da África e da América Latina, nada mais animador do que saber que nem tudo está perdido. 
Que existe um fio de esperança e uma luz no fim do túnel,  ante a perspectiva do novo. Tudo alicerçado na vontade e no esforço coletivo, sobretudo daqueles que  acreditam e fazem da própria lida educacional um exercício cotidiano. Quem sabe, sua razão de  vida, ou ainda como  uma autêntica profissão de fé - os professores e demais profissionais da pedagogia em geral.
Assim é que avaliamos o grau de importância e o papel transformador conferido à realização de uma Audiência Pública, como tal se propõe promover para os próximos dias a gestão municipal de Aurora - CE. Ocasião em que educadores, estudantes, formadores de opinião e a sociedade em geral serão chamados a propor e discutir novas ideias com vistas ao melhoramento da educação pública que queremos para a próxima década. Todo o resultado de tais discussões culminará naturalmente na elaboração do chamado Plano Municipal de Educação proposto para 2015-20125.
Por isso mesmo, algo que, por uma série de fatores objetivos se reveste  do mais alto significado, visto que concentra no seu bojo o necessário mecanismo para que se possa atingir novas  metas e  exigências qualitativas no que tange à educação popular que todos esperam para o presente e o futuro.
De sorte que, diante da atual crise educacional por que passa o Brasil,  este planejamento estratégico decenal é muito mais do que um mero ato teórico-burocrático. Mas algo urgentemente necessário, a fim de que o município  consiga  assegurar desde já, o seu lugar devido no contexto do desenvolvimento nacional e mundial. E como tudo passa necessariamente pelos municípios, este projeto precisa acontecer sem mais delongas, além de ser edificado à muitas mãos. Do contrário, se tornará como muitos outros, pura letra morta. Diretrizes, marcos legais, protocolos de intenções esquecidos nas gavetas empoeiradas dos burocratas de plantão.
Um documento afirmativo e avançado que consiga refletir as necessidades, as carências e as dificuldades de todos quantos compõem o cenário da educação municipal. Sem no entanto, perder de vista as diversas particularidades/especificidades inerentes a cada estrato especifico da nossa região. Que tenha,  portanto, o corpo e a cara de cada um dos que participam deste processo desde a sua raiz. 
E, se nesse propósito se debruçam de modo decidido e consciente todos os nossos entes pensantes, há por assim dizer, razões preponderantes e motivos de  sobra para que todos os envolvidos possam acreditar numa mudança possível. Como igualmente, na construção de uma educação de fato emancipadora, construtiva, democrática, cidadã e inclusiva.  E não mais como no passado, numa mera utopia de teóricos sonhadores, mas como um fato essencialmente concreto. 
Todos à audiência da educação pública municipal de Aurora. 
Bom trabalho, sucesso e parabéns por mais esta feliz empreitada social. Aurora precisa, o Brasil merece!
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Prof. José Cícero
Aurora - CE.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Secretário de Cultura recebe visita do filho do maestro Miguel Fernandes e apresenta projeto de resgate musical

Após a revitalização da banda de música que agora passou a ser municipal e a criação da escola de música maestro Esmerindo Cabrinha a Secretaria de Cultura e Turismo local está empenhada no projeto de  Resgate e Preservação da Memória musical de Aurora. 
O que segundo o secretário da pasta, o prof. José Cícero(foto) objetiva rememorar e preservar através de um resgate documental e imagético parte da história das bandas de músicas que existiram na cidade. Além de maestros e seus integrantes, desde a primeira que se tem notícias - a banda da 'Beneficente'(ABA) do maestro Boaventura  por volta dos anos 30 e 40, depois a da paróquia através do padre França com Miguel Fernandes até os dias atuais. 
Com este propósito o secretário JC vem  conversando com pessoas da época, músicos e maestros que testemunharam o que ele chama da belle époque da verdadeira música aurorense de qualidade. "Creio que é algo fundamental neste tempo no que tange a preservação, sobretudo agora com a tal globalização quando muito se perde do que nosso em favor do que é alienígena. E, em se tratando de música de qualidade principalmente. 1º porque vivemos um crise musical sem precedente, depois poque precisamos cumprir a exigência de se colocar o ensino da música no currículo escola. Então nada melhor do que começar com a nossa", ponderou.
Um dos primeiros entrevistados foi o Sr. Gonzaga Alfaiate que foi clarinetista e compôs a primeira formação da antiga banda da beneficente. O mesmo conviveu de perto com todos os maestros e músicos que passaram por Aurora.
Depois,  o entrevistado foi um dos artistas mais polivalentes do município, o José Simplício que fez parte da formação inicial da banda criada ainda pelo padre Franca e o maestro o tenente da PM Miguel Fernandes que, inclusive dirigia a banda da PM de Fortaleza e era filho da terra. Além de Aurora, Miguel Fernandes também ajudou a criar as bandas de Iguatu e Acopiara. É de autoria do mesmo a composição do hino original do município(letra e música) composto por volta dos anos 70. E que até hoje se encontrava esquecido no mais completo anonimato. 
O que veio à tona agora com a insistência da secretaria, vez que o mesmo foi descoberto nos arquivos sonoros do música Zé Simplício em fita K-7. Mesmo com seu  áudio comprometido pelo tempo é possível notar a beleza da composição do dobrado gravado pela famosa banda da PM da capital. Outra relíquia é a gravação do hino em duas versões, ou seja, instrumental e outra com a voz do próprio maestro Fernandes.A ideia é reeditar toda a composição e assim regravá-la para que  os aurorenses possam conhecer tal maravilha, disse o secretário. Para tanto, irá conversar em breve com o prefeito Adailton Macedo e  o atual maestro da banda municipal Damião Tavares, sobre a inciativa. 
Porém o projeto não se resume apenas no resgate do 1º  hino de Aurora, mas na culminância da iniciativa, ou seja, o lançamento de uma coletânea em formato de CD contendo todos as músicas(dobrados e afins) de autoria de músicos da terra ou que fizeram parte das várias formações das bandas(da beneficente e Sr. Menino Deus), a exemplo de Miguel Fernandes e Esmerindo Cabrinha, dentro outros.
Em meados dos anos 70 o maestro Miguel em parceira com o também músico da PM Orlandinho gravou um compacto contendo duas composições:  Criança do meu mundo e outra sobre o Rio Salgado. Há quem diga, inclusive, que tais composições foram recentemente utilizadas por alguém que as regravou, talvez acreditando no esquecimento, publicou no trabalho se dizendo o autor.
VISITA à sede da Secult-Aurora:
Na manhã desta última segunda-feira(4) o secretário José Cícero recebeu na sede da Secult um dos filhos do famoso maestro Miguel Fernandes - o Sr. Edmundo Leite, residente em Fortaleza que nestes dias esteve em Aurora visitando seus parentes. Na ocasião, o secretário explicou para o mesmo os detalhes do projeto, assim como solicitou-lhe o envio de mais  informações e imagens  da época  sobre o maestro e a banda. 
Bastante entusiasmado pela proposta, o Sr. Edmundo(nas fotos de camiseta verde) aquiesceu com a contribuição familiar se dizendo honrado por saber que o seu pai receberá tal homenagem póstuma. No final, acompanhado do secretários e de outros parentes o filho do maestro Miguel visitou todo os acervo e a exposição de arte e história  contido na secretaria de cultura do município .
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Da Redação do Blog de Aurora e da Secult.
fotos; JP Batista  . 

domingo, 3 de maio de 2015

Equipe da Revista AURORA visita antiga mina de Ametista na serra da Areia

Topo do serrote da Areia de onde se ver toda a região no entorno da Mina
Escavações impressionante na parte superior do serrote
O que restou da roldana utilizada durante as escavações 
Sobre a parede do açude do Mufumbo II
Prof. Luciano Landim nosso guia numa escavação com restos de ametistas
Uma das escavações mais profundas deixadas no local
JC entrevista os herdeiros da propriedade:  família Agripino
Equipe e  guias e mateiro  durante a visita à mina do Mufumbo
Escavações profundas no solo do serrote da Areia
Imagens de algumas pequenas(restos) de pedras  deixadas no local
Uma das muitas escavações superficiais no solo do serrote
Chegada ao mufumbo: JC, L. Domigos, Luciano Landim e seu J. Cazuza
JC e Luiz Domingos no local onde começa as escavações
A equipe de reportagem da Revista Aurora(fotos) participou neste último domingo(03 de maio) de mais uma incursão, desta feita às antigas minas  de Amedistas e esmeraldas, localizadas no serrote da Areia no sítio Mufumbo a cerca de 26 km da cidade de Aurora - CE.
O lugar impressionar não apenas pela beleza conferida por suas matas(em parte ainda intocável) como também pela altura do serrote, mas sobretudo pelos resquícios das escavações no solo pedregoso e piçarrento deixadas pelos exploradores que por ali passaram de os anos oitenta. 
Surgimento da Mina:
De acordo com o senhor José Agripino um dos herdeiros daquelas terras, em entrevista prestada a nossa reportagem 'tudo teve início em fevereiro de 1982 quando um caçado do vizinho  município de Cachoeira dos Índios-PB encontrou por acaso uma pedra reluzente e colorida'. 
A beleza de tal pedra o fez procurar tão logo profissionais que trabalham com ourivesaria, tanto na PB quanto no Ceará. E ambos foram unânime. Disseram-lhe se tratar de fato de uma pedra preciosa do tipo Ametista. 
Domingo vendo escavações
Discretamente, acompanhado de um parente o caçador paraibano voltou no mês seguinte ao serrote da Areia - lugar onde havia encontrado a primeira pedra. E, para sua surpresa, após procurar com mais intensidade terminou encontrando uma nova pedra, por sinal ainda maior. E assim, após retornar para à Paraíba a notícia vazou. 
De repente, como ressaltou o Sr. João, levas de garimpeiros e outros aventureiros adentraram à fronteira de Aurora sendo os primeiros da PB, pessoas do município de Cachoeira e, em seuguida de outras parte do país. 
Gente não somente da PB, mas inclusive do RN, MG e pasmem, até do estado do Pará vieram ao Mufumbo. Conforme os proprietários - houve tempos de chegar ao lugar grupos de 50 a 80 garimpeiros que se entranhavam naqueles matos com ferramentas as mais variadas. Até um trator de grande porte chegaram a levar para escavar o solo do Mufumbo aurorense. Onde ainda hoje é possível enxergar um rastro de destruição no seio da mata. Para tanto, pagavam aos donos, pequenos valores  à guisa de arrendamento por seis, oito e até doze  meses a depender  da quantidade de pedras encontratadas.
ENTREVISTA:
Conforme nos confidenciou um dos herdeiros daquelas terras, 'caixas e caixas lacradas de pedras foram retiradas das minas. "Teve vez até de os carros vir pegar as pedras aqui mesmo", disse. Hoje,  vez por outra ainda aparece alguém de fora disposto a ariscar algumas perfurações nos mais das vezes usando explosivos. 
Mas a procura das grandes levas de gente de fora nos últimos anos diminuíu bastante, enfatizou Agripino que junto com a mãe viúva e mais outro irmão residem à margem do açude no centro da propriedade.  "Muitas pedras ainda se encontram ali debaixo da terra, eu garanto" diz o herdeiros com um misto de alegria e expectativa no rosto. Porque, segundo ele, de onde saiu umas, deve existir muito mais. "O diabo é que não temos condições de escavacar aquele chão pesado pra gente ver de perto e pegar com as mãos toda esta riqueza que tá lá", completou.
JC com o Sr. João Cazuza
Mais ao certo, o que restou foi muita devastação na caatinga... Buracos, rasgos  e valas enormes, resultantes das sucessivas escavações ocorridas sem nenhum critério ambiental durantes as décadas de 80 e 90. Nas montanhas de terras retiradas ainda é possível se encontrar pequenas pedrinhas coloridas, o que bem evidencia que dali foram retiradas muitas outras grandes. O curioso no entanto é pwerceber que tudo isso aconteceu e ninguém na cidade  tomou conhecimento até hoje destas explorações em solo aurorense.
O lugar é de difícil acesso. Não apenas pela vegetação quase fechada e espinhenta que é uma característica da catinga sertaneja, mas perincipalmente, pela distância e marcada por uma subida da serra que em alguns pontos, se apresenta muito íngreme. Além  do mais, o acesso só é possível ser feito a pé. 
Mas uma vez no topo do serrote, onde estão localizadas as escavações da tal mina, a vista é simplesmente espetacular. Sem esquecer o vento agradável quase como um arcondicionado natural como a nos dá as boas-vindas. Do alto é possível contemplar quase toda a região no seu entorno.
Excursões Escolares:
Recentemente estudantes da Escola Leão Sampaio da rede municipal de ensino do distrito de Santa vitória já fizeram excursões e aula de campo no lugar. Uma forma de fazer com que os moradores da região( através dos estudantes) possam de agora em diante conhecer mais um pouco da sua própria história, como também saber das riquezas naturais que o município dispões, explicou o diretor do estabelecimento o prof. Luciano Landim que inclusive, ciceroneou a incursão da equipe da revista Aurora durante a visita.
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JC da redação do Blog de Aurora
Para a revista Aurora.
fotos: JC e Adriano de Sousa Anão

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